Brasília,
21/11/2005 - O
ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo
Bernardo, disse nesta segunda-feira, 21.11, em Brasília,
na abertura do Fórum Desafios à Gestão na
Cooperação Internacional, que o Estado deve atender
melhor ao cidadão brasileiro, envidando esforços
para melhorar o gasto público.

Foto: Fabiano
Neves/Divulgação
Segundo
Paulo Bernardo, o problema de execução orçamentária
em muitos casos é falta de recursos, mas em outros "é
problema de gestão, ou seja, como fazer as coisas acontecerem".
Destacou que no caso da cooperação técnica
e financeira internacional que tem investimentos significativos
no Brasil, a situação é semelhante.
Ressaltou
o ministro que no período de 1991 a 2000, a COFIEX - Comissão
de Financiamentos Externos aprovou projetos no valor de US$ 100
bilhões para os mais diversos tipos de programas e projetos
para o país. Além disso, afirmou, "temos hoje
em andamento, sendo executados, 418 programas de cooperação
técnica ou financeira. Desses, 272 estão sendo gerenciados
pelo governo federal e 146 pelos governos estaduais, municipais
e ONGs".
Segundo
Paulo Bernardo, esses números dão a medida da importância
de se discutir a gestão e lembrou de dois programas (PROMOEX
e PNAGE) que foram iniciados ainda quando era secretário
de Fazenda do Mato Grosso do Sul, em 1999 e só agora, seis
anos depois, estão em fase final de formatação.
Mais prejudicial, segundo Bernardo, são aqueles programas
que são assinados, o país paga taxa de compromisso
e depois é cancelado sem execução, sem que
a população chegasse a "usufruir dos benefícios
previstos no programa", acrescentou.
Bernardo insistiu que o Estado deve resgatar sua capacidade de
planejamento e investir cada vez mais na gestão de qualidade
dos seus programas de governo.