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PLANEJAMENTO TERRITORIAL
Tendo em vista sua atribuição institucional, qual seja: realizar a coordenação do Sistema Federal de Planejamento e Orçamento, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP tem promovido diversas iniciativas com vistas a assegurar eficiência, eficácia e efetividade à ação pública. Nesse sentido, alguns dos principais desafios colocados são o isolamento e a fragmentação da ação governamental no território – o que resulta na sobreposição de ações, tanto entre os diversos órgãos da esfera federal quanto entre os três níveis de governo, e na pulverização de recursos orçamentários. Contudo, planejar, orçar e gerir a ação pública a partir de uma perspectiva territorial não é uma tarefa simples, requer, dentre outras coisas, um “diagnóstico” compartilhado por parte dos atores governamentais acerca dos principais problemas enfrentados pelo País, bem como da sua distribuição e configuração em termos espaciais, e uma estreita articulação intra e inter-governamental nas ações de enfrentamento daqueles problemas. Como forma de instrumentalizar o debate acerca da necessidade de se olhar o território como base do desenho das políticas públicas de médio prazo que dialogue com a visão de longo prazo, bem da necessidade incorporar a dimensão territorial como orientador da ação pública programática, o MP lança em setembro de 2008 o Estudo da Dimensão Territorial para o Planejamento e inclui no Decreto nº 6.601/2008 – que dispõe sobre a gestão do PPA 2008-2011 e de seus programas – artigo que determina aos órgãos do Poder Executivo, responsáveis por programas finalísticos do PPA, o preenchimento dos campos do SIGPLAN referentes à execução física de suas ações a partir do exercício de 2009. Com relação ao último aspecto mencionado, a proposta é prover as informações necessárias para que o Governo Federal possa avaliar a sua atuação frente aos problemas identificados na sociedade e, caso julgue necessário, rever a sua atuação e desenho de sua política, plano ou programa. O Estudo adota o território como ponto de partida para o planejamento da ação governamental a longo prazo. Assim, uma de suas primeiras atividades foi estabelecimento de uma Visão Estratégica Nacional no horizonte de 2027 a partir da identificação de elementos de futuro extraídos de documentos nacionais e internacionais. Da análise desse material foi possível estabelecer as diretrizes/objetivos da organização territorial pretendida que orientou a construção de todo o Estudo e identificar um conjunto de valores, fundamentos e meios, os quais serviram como alicerces da Visão Estratégica Nacional e sinalizaram os espaços preferenciais de intervenção para a construção do futuro desejado. Importante dizer que o Estudo da Dimensão Territorial para o Planejamento trabalha com a regionalização do País em duas escalas, uma sub-nacional (macrorregiões) e outra sub-regional (sub-regiões). A definição desses recortes territoriais foi realizada com base nos processos históricos da formação nacional, nas identidades sócio-culturais e nas conexões e relações advindas dos sistemas de cidades e respectiva rede urbana. No caso da regionalização em escala sub-regional foram também consideradas as diversas regionalizações existentes em escala estadual. A proposta do Estudo é que esta nova regionalização possa servir de referência para uma ampla articulação: público-público (intra e intergovernamental), público-privado e público-sociedade civil organizada. Além da análise prospectiva realizada no módulo da Visão Estratégica Nacional, o Estudo se propôs a estudar a trajetória futura de 42 temas e setores, escolhidos entre aqueles que teriam grande influência para o ordenamento territorial brasileiro. A discussão das grandes questões oriundas das análises e cruzamentos de setores e temas foi desdobrada sob a forma de um conjunto de escolhas estratégicas, as quais fixam prioridades e propiciam arbitragens técnicas e políticas comprometidas, à luz dos imperativos globais, determinantes nacionais, elementos de futuro e gargalos que moldam a jornada de desenvolvimento territorial do Brasil nos próximos 20 anos. Essas escolhas estratégias foram materializadas ou refletidas nos investimentos em infra-estrutura e serviços selecionados para compor a Carteira de Investimentos. No que concerne especificamente à Carteira de Investimentos, o processo de elaboração considerou três momentos distintos: 1) levantamento das iniciativas já existentes no âmbito do Governo Federal e no setor produtivo; 2) avaliação dos investimentos a partir de seus impactos econômicos no território e de seus impactos sobre a sustentabilidade das regiões; e 3) complementação da carteira, com investimentos que aproximassem o território nacional da trajetória definida pela Visão Estratégica Nacional. Os principais resultados do Estudo foram organizados em sete volumes, conforme indicado a seguir:
SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PLANEJAMENTO TERRITORIAL NO BRASILEm novembro de 2008 o MP promoveu seminário em Brasília –DF com vistas a:
O evento contou a presença de mais de 500 pessoas, entre representantes de órgãos da Administração Pública Federal e Estadual, professores e estudantes universitários, organismos internacionais e organizações não-governamentais. As palestras feitas ao longo dos sete painéis do evento são disponibilizadas abaixo. PAINEL 1: REGIONALIZAÇÃO E SELEÇÃO DOS POLOS ESTRATÉGICOS PARA O REORDENAMENTO DO TERRITÓRIO NACIONAL
PAINEL 2: A ORGANIZAÇÃO ESPACIAL ATUAL E OS VETORES ESTRATÉGICOS DE DESENVOLVIMENTO DOS TERRITÓRIOS
PAINEL 3: A EXPERIÊNCIA DOS TERRITÓRIOS DA CIDADANIA PAINEL 4: INVESTIMENTOS PARA O DESENVOLVIMENTO MAIS EQUILIBRADO DO TERRITÓRIO NACIONAL E SEUS IMPACTOS NA ECONOMIA E NA SUSTENTABILIDADE: 2008-2027
PAINEL 5: MATRIZ DE SUSTENTABILIDADE DO DESENVOLVIMENTO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO PAINEL 6: ESCOLHAS ESTRATÉGICAS PARA O DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL NO BRASIL PAINEL 7: CONSIDERAÇÕES SOBRE AS OBRAS DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES NO PAC E SEUS IMPACTOS PARA A INTEGRAÇÃO SUL-AMERICANA
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