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Secretário defende popularização do acesso à banda larga em Seminário sobre Internet

publicado:  07/11/2006 08h00, última modificação:  02/06/2015 19h21

Brasília, 7/11/2006 - O desenvolvimento de um plano capaz de modificar o quadro atual e massificar o uso da banda larga no país foi defendido nesta terça-feira, 7/11, pelo secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna no Seminário Internet para Todos - uma estratégia focada nos municípios , promovido pela Câmara dos Deputados, em Brasília.

Apenas 2,2% da população brasileira dispõe atualmente de banda larga no país. Um percentual muito inferior ao de países como a Coréia do Sul, onde 26,2% da população têm acesso a essa tecnologia. No Reino Unido esse número é de 16%, na França 14,3% e nos Estudos Unidos é de 14,5%.

"Hoje, todas as alternativas oferecidas na sociedade da informação implicam na utilização da internet", destacou. "Nesse sentido, o desenvolvimento de uma infra-estrutura de banda larga é necessário para a prestação eficiente de serviços por meios eletrônicos, para a desburocratização do Estado e para o comércio eletrônico." A afirmou o secretário durante a palestra de abertura.

Na opinião de Santanna, um dos motivos do baixo acesso à banda larga deve-se aos elevados custos cobrados no país. Ele citou o caso da França e do Japão que disponibilizam acessos com largura de banda muito superiores aos disponíveis no Brasil e com custos muito menores.

O acesso à banda larga na França custa cerca de 10 euros e no Japão cerca de 20 dólares. "O Brasil precisa assegurar que todos municípios, prédios públicos federais, postos de saúde, escolas, universidades e delegacias de polícia estejam conectados", concluiu.

Fust

O Seminário realizado pela Câmara dos Deputados teve como objetivo debater formas de estender o acesso à banda larga para toda a população. Discutiu, em especial, o Substitutivo da deputada federal Luiza Erundina ao projeto de Lei 3.839, de 2000, propondo alterações à Lei do Fust e à Lei Geral de Telecomunicações com o objetivo de custear a implantação do serviço de internet em banda larga nos municípios. A proposta com as mudanças está em discussão na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.

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