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Reequilíbrio fiscal e estímulo ao investimento em pauta na Fiesp

publicado:  29/01/2015 18h04, última modificação:  02/06/2015 19h22

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, participou nesta quinta-feira (29) de reunião com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ele falou sobre as medidas de ajuste fiscal adotadas pelo governo federal e a importância de investimentos público e privado para a recuperação da economia. Ele apresentou à indústria a estratégia de reequilíbrio fiscal do governo com o objetivo de contribuir mais rapidamente para o crescimento econômico.


O ministro Nelson Barbosa se reuniu com Paulo Skaf e empresários na sede da Fiesp (Foto: Ayrton Vignola/Fiesp)

Barbosa reiterou que o governo propôs os ajustes necessários e que as MPs 664 e 665 devem ser defendidas no Congresso Nacional. "Nós propusemos as medidas no tamanho que achamos correto e vamos defender essas medidas no Congresso, na mídia e em todos os espaços. Vamos abrir um debate com as centrais sindicais e discutir isso no Congresso", disse. O ministro lembrou que os ajustes vão muito além das alterações em benefícios, como a redução dos gastos de custeio a 1/18 avos do orçamento e a readequação do Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI), que reduz a necessidade de subsídio do governo.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defendeu as medidas de austeridade adotadas pelo governo. "O ajuste fiscal tem que ser feito muito mais na mão da redução de despesas, e o ministro deixou claro que a intenção é essa mesmo. Setenta porcento do ajuste fiscal está do lado da redução de gastos, e não no aumento de arrecadação", apontou.

A apresentação de hoje na Fiesp encerrou a agenda do ministro Nelson Barbosa em São Paulo, que incluiu encontro com economistas e diretores do Instituto Lula e reunião com o Grupo de Conjuntura da Fundação Perseu Abramo.  

Grupo de Trabalho

Barbosa destacou, ainda, a criação do Grupo de Trabalho (GT) Interministerial de Acompanhamento do Gasto Público, que será responsável por acompanhar a execução orçamentária e aperfeiçoar a gestão de políticas e ações de forma a otimizar os recursos públicos. "Esse grupo vai discutir duas coisas: uma é qual a situação orçamentária dos ministérios para esse ano, como ele pode cumprir o 1/18 que está vigente enquanto o Congresso não aprovar o orçamento e depois como cada ministério vai poder se adequar".  

Saiba mais sobre o GT instituído pelo decreto publicado hoje no Diário Oficial da União.