Você está aqui: Página Inicial > Notícias > “Quem vai pagar a conta do reajuste dos aposentados é o contribuinte”, afirma Bernardo

“Quem vai pagar a conta do reajuste dos aposentados é o contribuinte”, afirma Bernardo

publicado:  05/05/2010 19h07, última modificação:  02/06/2015 16h21

Brasília, 5/5/2010 – O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou hoje que quem vai pagar a conta do reajuste de 7,7% para aposentados do INSS que ganham acima do salário mínimo é o próprio contribuinte. “Quem paga essa conta não é o presidente Lula, não é o ministro da Fazenda. Quem paga é o contribuinte, a pessoa física, a pessoa jurídica, que pagam seus impostos, suas contribuições, e que serão chamados pra pagar essa conta no futuro, declarou o ministro.

Segundo ele, o valor de reajuste aprovado pelos deputados federais na noite de ontem, em 7,7% - acima da proposta apresentada pelo governo, em 6,14% - trará uma conta-extra de R$ 30 bilhões nos próximos cinco anos. “Este governo deixou claro que tem a preocupação com a sustentabilidade da Previdência Social. Temos que garantir que a Previdência vai ser sustentável durante os próximos 20 ou 30 anos, pelas próximas gerações, disse.

Ainda de acordo com Bernardo, o Ministério do Planejamento vai sugerir ao presidente Lula que vete o reajuste, caso seja aprovado sem alterações no Senado: “O veto é uma decisão impopular, é uma coisa muito complicada. Agora, é preciso ter muita clareza de que a vida não se resume a eleições e qualquer que seja o governo que venha assumir em 2011, vai ter que enfrentar esse problema.

O ministro lembrou que ontem foram comemorados os 10 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita os gastos do governo para garantir o equilibro das contas públicas.

“Todos os partidos passaram o dia comemorando e fazendo discurso. À noite, rasgaram a lei. Como é que se vota aumento de despesa quando não se sabe se haverá dinheiro pra pagar? Não é questão de responsabilidade de um partido ou de outro, é responsabilidade institucional. O Congresso não pode votar despesa sem ter receita, sem apontar como é que vai pagar, apontou Paulo Bernardo.