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Presidente Lula recomenda atenção ao crédito

publicado:  01/10/2008 19h11, última modificação:  02/06/2015 16h21

Brasília, 1/10/2008 - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta quarta-feira, 1/10, que o Presidente Lula recomendou aos ministros da área econômica que fiquem atentos para que não falte crédito no país em vista da crise financeira que atinge os EUA. Segundo Bernardo, a recomendação do Presidente foi: “cuidem do crédito, seja para os exportadores, industriais, agricultores e também as pessoas físicas, já que o Natal está chegando, destacou.

O ministro do Planejamento garantiu em entrevista coletiva depois de assinatura de Protocolo de cooperação com representantes da União Européia, que o governo não prepara nenhum pacote para enfrentar a crise financeira que abala o mercado mundial. Segundo Bernardo, “até agora não aconteceu nada de relevante na economia brasileira e achamos que se acontecer alguma coisa, a função do governo é trabalhar para minimizar os efeitos.

Bernardo destacou que as medidas necessárias serão tomadas, mas serão ações pontuais para resolver questões que forem se apresentando e que possam prejudicar o funcionamento da economia brasileira. “Não temos necessidade de nenhuma medida emergencial relevante a ponto de fazermos um anúncio formal. O Banco Central quando achou que havia necessidade, aliviou o compulsório para melhorar a liquidez dos bancos pequenos e médios, declarou.

Além disso, esclareceu, como esta é “uma crise de confiança, grandes bancos pararam de emprestar para bancos menores, pequenos bancos, e aí o crédito acaba ficando escasso porque o banco menor, não tendo essa linha, acaba restringindo o crédito para seus clientes também.

Entretanto, disse Bernardo, a crise, por enquanto, não chegou à economia do Brasil e mesmo nos EUA ainda não atingiu a economia real, porque para que haja recessão são necessário dois trimestres seguidos de PIB negativo e isso ainda não ocorreu nos Estados Unidos.

O ministro disse acreditar que o Congresso americano irá aprovar o pacote de recuperação do setor financeiro dos EUA, mesmo porque, segundo ele, “não há outra alternativa.