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Pesquisa do IBGE mostra acerto de políticas sociais e econômicas, diz Miriam Belchior

publicado:  27/04/2012 23h16, última modificação:  02/06/2015 19h22

Brasília, 27/04/2012 -  A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, disse que os bons resultados revelados pela pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comprovam o acerto das políticas sociais implementadas nos últimos anos pelo governo brasileiro.

Para a ministra, um dos principais indicadores da pesquisa “Resultados Gerais da Amostra do Censo 2010, divulgada hoje, foi a queda do Índice Gini, o que demonstra uma expressiva redução na desigualdade social no Brasil. Miriam Belchior avaliou que a queda de 0,597 para 0, 567 é resultado das várias políticas implementadas no país como o Bolsa Família, a elevação do salário mínimo e o conjunto de políticas sociais.

“Os resultados confirmam que esse é o caminho que devemos trilhar, reforçado agora pelo Brasil sem Miséria, que além de fazer transferência de renda, trabalha com inclusão produtiva e inclusão articulada em outras políticas sociais, disse.

A ministra destacou também que o Brasil antecipou em cinco anos a meta de redução da mortalidade infantil prevista nos Objetivos do Milênio - da Organização das Nações Unidas.  Segundo o IBGE, o Brasil reduziu a mortalidade infantil de 29,7 para 15,6, abaixo da meta para 2015, de 15,6.

Miriam Belchior ressaltou que esse indicador reflete a redução na desigualdade entre as regiões brasileiras, já que no nordeste a mortalidade infantil caiu de 45 óbitos para 18,5, uma redução de 58,6% e no sudeste, de 21,3 para 13,1.

“Havia uma diferença de 45 para 21 entre nordeste e sudeste e agora uma diferença de 18 para 13. Além da taxa ter caído muito, a redução está uniformizando as regiões do país, o que é uma vitória para a sociedade brasileira, afirmou.

 

EDUCAÇÃO E COMPETITIVIDADE

Outro destaque feito pela ministra foi a inclusão das crianças e adolescentes na escola, tanto na faixa etária de 7 a 14 anos, quanto na de 15 a 17. “Houve redução de crianças e adolescentes fora da escola e o número de pessoas com o nível superior completo quase dobrou (de 15% para 23,9%), o que também reflete os resultados de políticas públicas como o Prouni, o aumento de vagas nas universidades públicas e também o acerto das cotas raciais, analisou.
 
Para a ministra, a elevação da escolaridade da população tem consequência direta no aumento da competitividade do país. “Um dos fatores chave para aumentar nossa competitividade é aumentar a qualidade da nossa mão de obra. Essa expansão de vagas e o acesso ao conhecimento farão com que esses indicadores melhorem ainda mais no próximo período.
 
 
FORMALIZAÇÃO

Miriam destacou ainda o aumento da formalização do mercado de trabalho brasileiro, revelado pela pesquisa do IBGE. Medidas adotadas pelo governo nos últimos anos, como o incentivo previdenciário ao Microempreendedor Individual (MEI), incentivo da previdência e a melhoria do mercado de trabalho no Brasil colocaram 63,9% da população no mercado de trabalho com carteira assinada.

Outro ponto citado pela ministra foi o da diferença de renda entre trabalhadores e trabalhadoras. "Ainda existe uma diferença, a situação não é a ideal, mas houve redução entre os ganhos de homens e mulheres de dois terços para três quartos", comparou. "Demos um passo. É bom, mas ainda temos que avançar sobre isso", observou.

 

MOBILIDADE

A ministra do Planejamento avaliou também que a menor migração de brasileiros e o aumento da volta a seus Estados de origem foram possíveis pela intervenção conjunta do governo federal, estados e municípios. "O governo federal deixou de ser omisso e passou a considerar fundamental atuar junto com estados e municípios no enfrentamento dos grandes problemas urbanos", enfatizou.

Esta semana o governo anunciou investimentos de R$ 32 bilhões, da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC Mobilidade Grandes Cidades, que beneficiará 51 municípios brasileiros e 18 estados.

"Tenho sempre dito que, no PAC, criamos não só a grande infraestrutura para logística, como rodovias, ferrovias e hidrelétricas, mas também criamos o eixo social urbano, para enfrentar os problemas em um país cada vez mais urbano", afirmou. 

Confira a pesquisa na integra