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Paulo Bernardo diz que 83% das obras do PAC estão em ritmo adequado

publicado:  30/10/2008 13h21, última modificação:  02/06/2015 19h21

Brasília, 30/10/2008 - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, apresentaram hoje, no Palácio do Planalto, os dados relativos ao quinto balanço do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).


Foto: Divulgação/Antonio Cunha

Segundo os dados oficiais mais atualizados, entre janeiro e o dia 23 de outubro último o governo empenhou um total de R$ 10,4 bilhões para as obras do PAC e já pagou R$ 8,2 bilhões. O empenho acumulado entre 2007/2008 será de R$ 26,4 bilhões, com crescimento de 3,4 vezes ao valor do ano passado, que foi de R$ 7,7 bilhões.

Um total de  2.198 obras estão sendo monitoradas pelo governo este ano – 115 a mais que em relação ao ano passado - e deste total, 83% estão em ritmo adequado. Apenas 7% das obras requerem atenção, por atraso de cronograma e  1% das obras está atrasada. Desde o início do PAC até setembro último foram concluídas 190 obras – 9% do total, sendo que 86 são de logística, 103 na área de energia e uma obra social.

O ministro Paulo Bernardo, além de explanar sobre os dados orçamentários do PAC, também fez um balanço sobre os efeitos da crise financeira mundial na economia brasileira, avaliação que deveria ser feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participava de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal e não pôde participar do evento no Palácio do Planalto.


Foto: Divulgação/Antonio Cunha

Bernardo destacou que essa é a crise mais forte desde 1929, uma vez que o seu epicentro ocorreu nos países mais ricos, com reflexos em  todos os setores, mas que mesmo assim as expectativas de crescimento da economia brasileira este ano estão sendo revistos pelo próprio mercado para cima e convergindo para metas superiores a 5%, percentual  estipulado pelo PAC. Ele destacou ainda o volume das reservas brasileiras que serão aumentadas de imediato em mais US$ 30 bilhões, com a troca de reais por dólares junto ao Federal Reserve, o banco central americano, em ação destinada a minorar os efeitos da crise.

- O Brasil, apesar dos efeitos da crise, tem condições para manter o atual ciclo de crescimento e trabalha com redução moderada no crescimento de 2009, que será da ordem de 4,5%, destacou. 

Apesar do otimismo, o ministro Paulo Bernardo disse que o governo fará uma reavaliação da crise em novembro e poderá definir novos parâmetros. Até lá o governo manterá o ritmo de investimentos no PAC, aumentará a expansão do crédito e os investimentos em infra-estrutura.