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Paulo Bernardo acredita em maior crescimento para 2006

publicado:  24/02/2006 09h00, última modificação:  02/06/2015 19h21

Brasília, 24/2/2006 - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse nesta sexta-feira, 24.02, acreditar que o PIB de 2006 poderá atingir a previsão contida no Projeto de Lei Orçamentária de 4,5%, superior ao percentual de 2,3% de 2005, conforme os dados divulgados hoje pelo IBGE. Segundo Bernardo, vários fatores apontam para um maior crescimento em 2006 e citou a inflação controlada convergindo para a meta, os juros em queda, o arrefecimento da crise política, além das medidas tomadas pelo governo de estímulo à economia e ao crédito.

Paulo Bernardo garantiu que não haverá nenhum tipo de mudança na política econômica em função do ano eleitoral. Acrescentou que o Presidente Lula em conversa com alguns ministros afirmou que o governo não pode permitir que a "eleição coloque em risco a austeridade que mantivemos nesses três anos. Acredito que teremos uma eleição sem qualquer turbulência na área econômica" destacou Bernardo, e "isso deverá ajudar o crescimento da economia".

Segundo o ministro do Planejamento, vários fatores contribuíram para esse crescimento "modesto" em 2005 como o recuo da produção agrícola que teve um efeito maior do que se esperava, além do aperto nos juros, o ajuste de estoques da indústria no terceiro trimestre e "não pode ser negado o efeito que teve a crise política". Paulo Bernardo ressaltou que a crise causou um abalo na confiança das empresas e do consumidor e acabou ajudando a piorar a ambiente econômico.

Entretanto, segundo Bernardo, se for olhado setorialmente os números do PIB, houve resultados importantes como o crescimento de 15% na produção de bens duráveis, o aumento da massa real de salários da economia que foi de 5,35%, a produção de automóveis que foi mais de 10%, entre outros. Segundo o ministro, é preciso olhar os setores que tiveram forte retração, como o setor agrícola e trabalhar para prevenir que haja novo abalo na economia com forte impacto no crescimento do PIB.