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Parceria entre governo e mercado incentiva MPEs

publicado:  20/02/2014 13h00, última modificação:  02/06/2015 16h22

Workshop reúne atores estratégicos do setor

Brasília, 20/02/2014 - As micro e pequenas empresas (MPE) são responsáveis por 62% dos postos de trabalho no Brasil. As MPEs correspondem a 99% das empresas formalmente constituídas no país, apesar do alto índice de mortalidade. Muitos dos estabelecimentos abrem e fecham em tempo relativamente curto, em uma média de cinco anos.


Foto: Ilkens Souza/Divulgação

Para incentivar os estados a comprarem e negociarem com as micro e pequenas empresas, a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI/MP), em parceria com Secretaria de Micro e Pequena Empresas da Presidência da República e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), promoveu um workshop nesta quarta-feira (19). O evento, que também contou com a participação do Conselho Nacional de Secretários de Estados da Administração (Consad), discutiu estratégias de fomento e proteção às MPEs.

A ideia é simples, utilizar o poder de compra do Estado em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento sustentável do país. No evento, gestores e técnicos envolvidos tanto no governo quanto no mercado discutiram estratégias para efetivar os benefícios da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa nos estados brasileiros.

Um dos objetivos da parceria entre o Sebrae e governo federal é estimular os pequenos negócios e, consequentemente, gerar desenvolvimento socioeconômico local. “Entendemos que esse wokshop trará importantes avanços para o desenvolvimento e implementação de uma estratégia nacional do uso de poder de compra do Estado na proteção à micro e pequena empresa, esclareceu Loreni Foresti, secretária de Logística e Tecnologia da Informação do MP.

CRESCIMENTO

A participação das MPEs nas compras públicas realizadas pelo governo federal cresceu 33% em 2013. No último ano, as aquisições da Administração Pública Federal ficaram em torno de R$ 68,4 bilhões. Desse total, cerca de R$ 20,5 bilhões foram contratos com empresas do setor, o que corresponde a 30% de todas as aquisições de bens e serviços. Em 2012, a participação das micro e pequenas empresas ficou em 21%.

“Nosso maior desafio, nesse momento, é fazer com que essa política deixe a esfera federal e passe a ser uma estratégia nacional, desenvolvida também nos estados e municípios, esclareceu Loreni Foresti.