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PAC 2 complementa as ações do PAC 1, diz Bernardo

publicado:  29/03/2010 18h50, última modificação:  02/06/2015 16h21

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detalhes do PAC 2

Brasília, 29/3/2010 – O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta segunda-feira, em entrevista coletiva que se seguiu ao lançamento da fase 2 do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC 2, que o maior reforço às ações sociais virão complementar os projetos desenvolvidos no PAC 1.

Citou como exemplo a forte ação do governo federal em projetos de infraestrutura urbana em áreas como o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, quando ficou constatada a necessidade de que essas ações fossem seguidas de equipamentos sociais como unidades de saúde, creches e unidades de segurança policial.  “Percebemos que ficou uma lacuna no PAC com relação ao apoio de unidades sociais que tentamos suprir agora no PAC 2, destacou.

Bernardo acrescentou que o PAC 2 prevê obrigatoriamente a integração entre as obras de infraestrutura  urbana em comunidades carentes  e a instalação de equipamentos sociais porque  “sabemos que depois a população vai reivindicar, enfatizou.

O ministro do Planejamento disse que o PAC 2 não é uma imposição ao novo governo que assumirá o comando na Nação em janeiro de 2011, mas se trata de oferecer uma “opção de planejamento onde estará uma prateleira de projetos à disposição do novo governante que assim não perderá um ano  nessa tarefa. E acrescentou que as críticas e avaliações políticas sobre o lançamento “são normais e fazem parte do jogo democrático. Mas não quer dizer que estão certas e tenhamos que concordar, afirmou.

Bernardo destacou as dificuldades enfrentadas pelo governo federal logo após o lançamento do PAC 1 em janeiro de 2007 para colocar em pé os projetos de infraestrutura de transporte, energia, saneamento e habitação previstos. Segundo o ministro, foi mais de um ano para que os projetos começassem a andar, em virtude dos problemas de estrutura dos órgãos, falta de mão-de-obra qualificada para elaborar e avaliar os projetos nas três esferas e vários outros entraves.

“Quando lançamos o PAC 1 nos demos conta de que não bastava ter recursos esclareceu Bernardo e acrescentou que a intenção agora é poupar etapas para que se possa entrar no próximo ano com a possibilidade de já executar as obras.

PAC 2

A solenidade de lançamento do PAC 2 em Brasília pelo Presidente Lula foi um grande acontecimento que reuniu mais de 1.500 pessoas entre governadores, prefeitos, parlamentares e todo o Ministério do governo.

A previsão preliminar de investimento é de cerca de R$ 1,5 trilhão para as áreas de habitação, transportes, energia, social e mobilidade urbana durante o período 2011-2014.

Desse total, cerca de R$ 220 bilhões virão do orçamento geral da União, o resto será financiamento ou recursos das empresas estatais.

Paraná terá grandes obras no PAC 2

Paulo Bernardo, disse hoje que o Paraná tem grandes obras, na área de logística previstas no PAC2. A afirmação do ministro foi feita em coletiva, logo após a solenidade de lançamento da segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento.

“No Paraná, nós temos na área de logística obras grandes como a conclusão da construção de um trecho que ainda não tem asfalto da BR 153 e a adequação dessa mesma rodovia no trecho de 92 km que vai de Paulo de Frontin até União da Vitória, destacou o ministro.

Paulo Bernardo citou ainda adequação do trecho de 147 Km da BR 163, entre Cascavel e Guairá, com investimento a previstos de R$ 280 milhões, e a ampliação do terminal de passageiros e construção da terceira pista do aeroporto Afonso Pena em São José dos Pinhais, com investimentos que somam mais de R$ 360 milhões.

No caso específico dos metrôs, o ministro disse que não há recursos para todos os pedidos e que por causa disso o Governo Federal vai exigir que os projetos sejam para regiões metropolitanas com população de pelo menos 3 milhões de habitantes e que vai abrir negociação para implantação dos projetos.

“Uma negociação em que vamos dizer para o prefeito que nós nos dispomos a colocar uma parcela de recursos do Orçamento da União, o município coloca uma outra parcela e nós vamos financiar o restante. Nós vamos chamar já os municípios para conversar. Não estamos garantindo o dinheiro, estamos garantindo que vamos sentar para fazer essa negociação, explicou.

O ministro disse que não há ainda a possibilidade de se saber o total de recursos do PAC 2 para o Paraná, porque existem alguns empreendimentos cujos projetos ainda não estão prontos e para os quais não há como saber o valor, mas que os projetos de logística que já estão avançados envolvem recursos de mais de R$ 1,5 bilhão.
Veja abaixo alguns dos principais projetos do novo PAC que irão beneficiar o estado:

-BR 153: construção do trecho de 50,5 Km entre Alto do Amparo e o entroncamento da BR 373 (Transbrasiliana). Investimento: R$ 75,5 milhões;

-BR 153: adequação do trecho de 92,6 Km entre Paulo Frontin e a divisa PR/SC. Investimento: R$ 185 milhões;

-BR 163: adequação do trecho de 147 Km entre Cascavel e Guaíra. Investimento: R$ 280 milhões;

-Ampliação do terminal de passageiros e construção da terceira pista do aeroporto Afonso Pena em São José dos Pinhais. Investimentos: R$ 41,2 milhões e R$ 320 milhões respectivamente;

-BR 487: Estrada da Boiadeira, ligação de Porto Camargo a Campo Mourão. Investimento: R$ 327,9 milhões;

-BR 158: Campo Mourão a Palmital. Investimento: R$ 146 milhões;

-Melhoramentos no Canal de Navegação da Hidrovia Rio Paraná. Investimento: R$ 131 milhões;

-Reforma e ampliação do terminal de passageiros do aeroporto de Foz do Iguaçu;

-Trem de alta velocidade entre São Paulo e Curitiba;

-Ferrovia Norte-Sul: Panorama/SP – Chapecó/SC – Porto Alegre-Pelotas-Rio Grande/RS;

Corredor Ferroviário do Paraná: Dourados-Cascavel;

-Construção do novo silo público graneleiro no Porto de Paranaguá;

-Manutenção dos trechos rodoviários.

-Usinas Hidrelétricas de São João, Cachoeirinha e Paranhos

-Linhas de Transmissão de Energia: Ivinhema- Umuarama; Cascavel – Umuarama; Umuarama-Guaira; Salto Osório – Foz do Chopim e a Interligação Sul-Sudeste.