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Ministros avaliam novos números da Pnad

publicado:  20/09/2014 14h54, última modificação:  02/06/2015 19h22

Coletiva na manhã de sábado (20.09) reuniu as ministras do Planejamento, Miriam Belchior, e do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Tereza Campelo, e os titulares do Ministério da Educação, Henrique Paim, e da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri. O assunto foi a correção nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).


Foto: Francisca Maranhão/ Divulgação Ministério do Planejamento. 

A ministra do Planejamento explicou que duas providências serão tomadas: a criação de duas comissões: uma de especialistas independentes para avaliar a consistência da Pnad; e outra de sindicância para apurar o erro. "A comissão de sindicância interministerial terá representantes da Casa Civil, Ministério do Planejamento, Ministério da Justiça e Controladoria Geral de União. Essa comissão tem o prazo de 30 dias, podendo ser estendido por mais 30, para avaliar o que aconteceu. Depois serão feitas as recomendações", explicou a ministra Miram Belchior.

Os novos dados da Pnad 2013 reafirmam a trajetória de queda das desigualdades e mantêm as principais tendências verificadas nesta década. De acordo com os dados da pesquisa, de 2011 a 2013 a renda total dos domicílios cresceu à taxa média de 4,2% reais ao ano. No mesmo período, a renda domiciliar cresceu mais entre os 40% mais pobres: 5,2% anuais.

O ministro da SAE, Marcelo Néri, afirmou que uma das melhores notícias PNAD "é o aumento da renda média do brasileiro em 5,2%".

Com isso, a desigualdade da renda domiciliar aferida pelo índice de Gini prosseguiu em queda na década atual, de 0,501 para 0,497. O índice de Gini da renda domiciliar per capita caiu ainda mais no período, de 0,527 para 0,522.

A desigualdade também atingiu, em 2013, seu menor nível histórico em outras dimensões, como nos rendimentos do trabalho e nos rendimentos pessoais de todas as fontes. No caso do desemprego, a taxa de 6,5% em 2013 não foi alterada pela correção dos dados da Pnad, mantendo-se em patamar baixo quando comparado a diversos países que enfrentam problema de desemprego.

Na década atual, a Pnad mostra crescimento real da renda per capita para todos os brasileiros, acima de 5,1% anuais para os 40% do topo e acima de 6,3% para a base e o meio da distribuição.

A qualidade do trabalho melhorou e, após a correção dos dados, confirma-se o maior percentual histórico de ocupados contribuindo para a Previdência, 61,5%, com 2,88 milhões de novos empregados formais e microempreendedores individuais protegidos de 2011 a 2013. O crescimento do salário real em 2013, de 3,8%, foi notável, ainda que abaixo do percentual anunciado anteriormente. Na década atual, o crescimento médio do poder de compra dos salários foi de 4,7% ao ano, sustentado pela tendência geral de aumento da escolaridade.

Tereza Campelo, ministra do MDS, ressaltou a rapidez e a transparência com as quais o governo agiu na correção dos dados e reafirmou que a amostra deve ser avaliada pelo seu conjunto. "A avaliação das políticas públicas e suas consequências deve ser observada como uma tendência. A pesquisa demonstra que a renda cresceu em todos os lugares do Brasil, por dois anos consecutivos, e a qualidade do trabalho melhorou. Assim, o Brasil continua tendo uma tendência de queda da desigualdade. A população mais pobre tem mais acesso não só à renda, mas a oportunidade e a bens e serviços", disse a ministra.

Na área de educação, após a correção dos dados, permaneceu a tendência de aumento de escolarização das crianças. Um fator de destaque foi o forte avanço da pré-escola, cuja taxa de acesso foi corrigida de 81,2% para 81,4%, a maior da série histórica, garantindo a entrada mais cedo de um maior número de crianças na educação formal, fator decisico para novas quedas futuras das desigualdades.

"Os novos dados demonstram que tivemos uma trajetória de melhoria geral dos indicadores. Estamos avançando nas questões educacionais", segundo o ministro Henrique Paim. Ele ainda ressaltou a tendência na redução da taxa de analfabetismo em todas as faixas etárias.

Os novos números serão disponibilizados no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).