Você está aqui: Página Inicial > Notícias > Ministro Bernardo participa de painel sobre PAC na ABDIB

Ministro Bernardo participa de painel sobre PAC na ABDIB

publicado:  22/08/2007 06h00, última modificação:  02/06/2015 16h21

 

Brasília, 22/8/2007 – O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje no seminário “Obstáculos e Soluções para o Desenvolvimento da Infra-Estrutura”, promovido pela Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (ABDIB), que a aprovação pelo Congresso Nacional de medidas importantes como a reforma tributária devem reduzir riscos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o crescimento da economia.

“Estamos de acordo, todos nós, que a carga tributária é alta. Precisamos avançar sobre isso, mas com o entendimento de que a desoneração deve ser gradativa e negociada”, disse o ministro.

Paulo Bernardo disse que além da reforma tributária aguarda a aprovação no Congresso de temas como o projeto das agências reguladoras, lei das licitações e da defesa da concorrência, o projeto que limita gastos com pessoal e outro sobre negociação coletiva e direito de greve, e a criação da fundação estatal, que são fundamentais para eliminar os entraves à economia e consolidar o novo momento do país. “Para vencer dificuldades, basta o esforço de todos. O Brasil tem hoje as condições econômicas para se tornar país de primeiro mundo”, acrescentou. “O fato de termos hoje uma economia estabilizada não pode ser desprezado”, disse ele ao falar que o ambiente de negócios melhorou muito e conclamar os empresários a apostarem em novos empreendimentos.

Bernardo destacou que o PAC é ponto de partida para o desenvolvimento e que vencer obstáculos na área de infra-estrutura é um desafio central para o governo condicionado ao necessário envolvimento do setor produtivo e da sociedade. Ele lembrou que desde o lançamento o programa está focado na discussão “destravar o processo econômico”. O ministro fez um retrospecto sobre o Brasil do século passado, “foi um dos países que mais cresceu até chegar à crise dos anos 80”, disse ele para explicar que, por conta da dívida externa e do esforço para debelar o processo inflacionário, “nos tornamos especialistas em cortar gastos e paramos o processo de investimento em infra-estrutura”.

O ministro acrescentou que o PAC faz parte dos esforços para superar problemas remanescentes dessa fase que o país viveu. “Estamos na situação de credores no mercado financeiro externo, temos melhores condições. Vocês imaginem se o cenário não tivesse mudado, o que seria a nossa dívida pública interna e nominada em dólares”, exemplificou.

 

Já a ministra Dilma Roussef, que também participou do evento da ABDIB, defendeu a importância de parcerias com o setor privado e com todos os entes federativos. “Está em curso no Brasil um novo modelo de desenvolvimento que associa crescimento com distribuição de renda e inclusão social”, disse ela ao destacar que o Brasil rompe com práticas tradicionais no que se refere ao PAC: “não tem contingenciamento para obras do PAC, os problemas mais graves terão prioridade, e, além disso, estamos pegando obras que nunca saíram do papel”, citou como exemplos, antes de acrescentar que o governo pretende eliminar a descontinuidade, o caso clássico dos projetos que nunca terminam.

 


Fotos: André Brasil/Divulgação.