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Médicos estrangeiros desembarcam nos estados da Bahia e do Pará

publicado:  29/10/2013 14h49, última modificação:  02/06/2015 16h22

Os profissionais fazem parte do programa Mais Médicos para ampliar a rede de saúde pública 

Brasília, 29/10/2013 - O ministério do Planejamento participou neste último final de semana (26 e 27), nos estados da Bahia e do Pará, da recepção de médicos estrangeiros que fazem parte da segunda etapa do programa Mais Médicos. No total, as capitais brasileiras receberam 2.167 profissionais que atuarão, a partir do dia 4 de novembro, em Unidades Básicas de Saúde de 783 municípios.

O grupo se junta aos 1.499 médicos que já estão atuando em regiões carentes do País, sendo 819 brasileiros e 680 estrangeiros, elevando a cobertura do programa de 5 milhões para 13 milhões de brasileiros. Os profissionais foram avaliados por três semanas por universidades federais que testaram seus conhecimentos em Língua Portuguesa e nos protocolos de atenção básica do SUS.


Foto: Secom–BA/Divulgação 

A Bahia recebeu um total de 310 profissionais, dos quais 277 se graduaram fora do País. Eles são cubanos, espanhóis, venezuelanos e portugueses. A secretária executiva do ministério do Planejamento (SE/MP), Eva Chiavon - que esteve em Salvador no sábado para recepcionar 85 médicos de Cuba - informou que foi priorizado o atendimento a municípios com mais de 20% da população vivendo abaixo da linha da miséria. Segundo ela, nesta etapa, por causa das condições sociais do estado, a Bahia recebe o mesmo número de médicos de São Paulo.  "Entendemos que, se a atenção básica for melhorada, diminuiremos a pressão sobre o sistema hospitalar e o atendimento do SUS será otimizado de forma global", avalia.


Foto: Governo do Pará/Divulgação

No Pará 142 médicos vão trabalhar em 58 municípios e três Distritos Sanitários Especiais Indígenas do estado. No domingo, 71 médicos cubanos desembarcaram em Belém e foram recepcionados pela secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do ministério do Planejamento (SPI/MP), Esther Bemerguy. Segundo ela, o governo federal considera que está alcançando o objetivo de reduzir a situação deficitária e melhorar a relação médico-habitante no Brasil, até alcançar a marca ideal de 1,8 médico por mil habitantes. “Estamos conseguindo aumentar a cobertura e atendimento na atenção básica, afirmou Esther.

Os médicos estrangeiros farão, nos próximos dias, cursos de especialização para conhecer a situação epidemiológica do Brasil, o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e o controle social.

Confira aqui a distribuição destes profissionais por estado.