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"Luta contra o mosquito não é para a temporada de verão, é para a vida"

Ministério coloca em prática decreto que cria comitês de servidores para verificar focos do mosquito em órgãos federais

publicado:  15/02/2016 11h56, última modificação:  15/02/2016 11h56

A rotina de limpeza que elimina criadouros do mosquito Aedes aegypti não é uma medida emergencial para a atual temporada de verão, mas um cuidado a ser adotado pelos brasileiros para toda a vida, afirma o secretário executivo do Ministério do Planejamento, Francisco Gaetani.

“O que estamos vivendo é inédito, nunca havíamos passado por isso nessa escala”, diz. “Precisamos do engajamento do País inteiro, de pessoas de várias gerações, de várias classes sociais, de várias origens e de todas as ocupações. Precisamos mudar nosso dia a dia.”

O secretário executivo está à frente da força-tarefa que mobiliza servidores do governo federal em todo o País contra o inseto. O Brasil enfrenta uma grave crise de microcefalia provocada pela infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus.

Em mulheres grávidas, o zika vírus atravessa a placenta e afeta o cérebro dos fetos. Nesses casos, o bebê nasce com o perímetro cefálico igual ou menor que 32 centímetros (o tamanho normal é 33 centímetros), numa deficiência que afeta de forma irreversível seu desenvolvimento. É a chamada microcefalia.

Entre outubro do ano passado e o início de fevereiro deste ano, foram registrados 5.079 casos suspeitos de má-formação, com 76 mortes. Para se ter uma noção do avanço da deficiência, até 2014, o número de casos não chegava a 200. O governo enfrenta a epidemia com uma ampla mobilização envolvendo os agentes de saúde pública, as Forças Armadas e todo o setor público.

Comitês de combate ao mosquito

Entre as ações adotada pelo governo federal na grande mobilização de combate ao mosquito Aedes aegypti, o secretário executivo disse que já está em vigor as medidas legais (decreto e a portaria) que determinam a formação de um comitê de monitoramento no combate ao mosquito transmissor do zika vírus nas repartições do governo federal.

“O decreto e a portaria criam em cada órgão um comitê de cinco pessoas responsáveis pela disseminação de todas as informações necessárias para erradicar o Aedes aegypti”, informou Gaetani.

Segundo ele, esse comitê terá de estar em todas as repartições como ministérios, empresas do governo federal, bancos públicos, por exemplo.

“O governo federal não está em Brasília ou no Rio de Janeiro apenas, está em todo o território nacional. Temos universidades federais, parques nacionais, hospitais, postos do INSS, agências do Banco do Brasil e da Caixa e os Correios no Brasil [entre outros]. Enfim, temos um conjunto de instituições que estão no Brasil inteiro e os servidores desse conjunto de instituições serão os protagonistas de um esforço do País e da administração pública federal para erradicação do Aedes", argumenta.

O secretário lembra que o combate ao mosquito transmissor do zika vírus não exige grandes esforços.

“Nada disso é complicado. O que queremos são mudanças simples relacionadas a hábitos domésticos em relação a lixo, cozinha, banheiro, plantas, chuva e reserva de água para outros usos. Vamos ter de tratar disso de maneira diferenciada daqui para frente. E isso não é para uma temporada, é para sempre", completa

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Planejamento e do Ministério da Saúde