Você está aqui: Página Inicial > Notícias > Governo não discrimina prefeitos, afirma Bernardo

Governo não discrimina prefeitos, afirma Bernardo

publicado:  24/06/2008 09h00, última modificação:  02/06/2015 19h21

Brasília, 24/6/2008 – “Posso ouvir críticas, mas não ouvi, nesses cinco anos e meio, prefeito dizendo que foi discriminado pelo presidente Lula”. A afirmação foi feita pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, nesta terça-feira, 24, durante a abertura do III Seminário Internacional sobre Federalismo e Desenvolvimento, promovido pela Associação Brasileira de Municípios (ABM).


Foto: Antonio Cunha/Divulgação.

O evento – voltado à discussão do impacto da reforma tributária nas cidades e à governança responsável dos prefeitos que serão eleitos em outubro – acontece em Brasília até o dia 26 de junho.  A solenidade de abertura contou com a presença do vice-presidente, José Alencar, de outros ministros e de convidados do Brasil e do exterior, ligados ao municipalismo.

O ministro do Planejamento fez o comentário sobre o retorno que vem sendo dado aos municípios brasileiros em seus pleitos depois de dizer que o cenário positivo hoje consolidado no país “decorre de uma grande parceria”, que reúne os 26 estados brasileiros, o Distrito Federal e os municípios. Segundo Bernardo, “de fato, há uma relação republicana” a zelar. “Portanto, estamos aqui na condição de parceiros dos municípios e é assim que desejamos permanecer”, acrescentou.
Sobre o momento favorável do país, Paulo Bernardo afirmou que o Brasil encontrou finalmente o rumo do crescimento econômico, combinado com “redução importante” das desigualdades regionais e sociais.


Foto: Antonio Cunha/Divulgação.

O ministro disse que o governo tem uma perspectiva muito positiva, não apenas para prazo imediato, mas para os próximos anos, particularmente no setor energético. “O Brasil está cada vez mais inserido no debate internacional”, disse ele em referência ao etanol e a descoberta de novas reservas de petróleo no país.

Bernardo acredita que o Brasil se tornará um dos mais importantes produtores de petróleo do mundo. Mas, acrescentou que o presidente Lula tem deixando claro que o país não irá  se concentrar em produzir e exportar petróleo bruto. “Queremos utilizar essa riqueza como uma ferramenta para acelerar o desenvolvimento industrial e a geração de emprego e renda, melhorando as condições de vida das pessoas”.


Foto: Antonio Cunha/Divulgação.

PAC – Ao sair do seminário internacional sobre Federalismo, o ministro do Planejamento disse que considera pouco provável que recursos tenham sido desviados dos projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).  “Pelo que tenho acompanhado na mídia, trata-se de tráfico de influência e o PAC não precisa de nada disso”, observou ele, ao lembrar que o programa tem todos os recursos liberados. “Portanto, não tem cabimento falar em liberar ajuda, comissão, propina”.

O ministro, porém, destacou que acha grave a denúncia de fraude em licitações de obras públicas.  De qualquer modo afirmou que o governo já tomou providências, estando a Controladoria Geral da União em alerta e a Polícia Federal em pleno trabalho de investigação.

Bernardo frisou que fraude é assunto de polícia, de justiça. “Não podemos de forma alguma compactuar com fraudes, seja no PAC, em outros programas federais ou em emendas parlamentares. Em nenhum projeto financiado com dinheiro público”, declarou o ministro aos jornalistas presentes no seminário da ABM.


Foto: Antonio Cunha/Divulgação.

O ministro disse que todas as irregularidades devem ser tratadas como crime. Contudo, observou que em se tratando de recursos para habitação e saneamento, “os responsáveis devem parar na cadeia ou pelo menos no inferno”, pois são recursos para beneficiar as famílias mais pobres do país.

Superávit Primário – Indagado sobre o rearranjo no Orçamento para ampliar a meta do superávit primário em 0,5 ponto percentual, o ministro do Planejamento disse que nesta terça-feira apresentará alternativas ao presidente Lula. “Vamos levar propostas com variáveis, levando em conta questões como o reajuste para o Programa Bolsa-Família. Assim que tivermos uma definição sobre isso iremos divulgar”, disse o ministro.

A meta de superávit deste ano deverá representar uma economia maior de R$ 14,243 bilhões. Os cortes previstos irão atingir todas as áreas, segundo o ministro do Planejamento. O aumento de 6% para o benefício irá significar R$ 300 milhões a mais em gastos no segundo semestre.