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Governo Federal discute armazenamento em nuvem

Planejamento dá exemplo, em debate com representantes de empresas como Google e Amazon

publicado:  28/09/2016 18h43, última modificação:  28/09/2016 18h43

 

 

É seguro armazenar dados governamentais em nuvens controladas por empresas estrangeiras? E os dados que são de domínio público e não representam riscos de segurança? Garantir que as informações sejam de propriedade do Governo é suficiente?

Estas e outras questões foram discutidas entre membros do Governo Federal e representantes de empresas como Google e Amazon, na manhã desta quarta-feira, durante o 11º Congresso de Inovação no Poder Judiciário (Conip), em Brasília.

Referência no assunto, o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), apresentou iniciativas recentes como o manual “Boas práticas, orientações e vedações para contratação de Serviços de Computação em Nuvem”, divulgado em maio deste ano.  

O documento defende que os dados e informações sejam hospedados no Brasil. “Assim, se eventualmente houver problemas, podemos garantir que a jurisdição é brasileira. Caso contrário, é como se a nossa bola caísse no quintal do vizinho e não pudéssemos ir lá buscá-la sem pedir licença”, explicou Waldeck Pinto de Araújo Júnior, coordenador-geral de Serviços de Infraestrutura do MP.

A orientação do MP é migrar para a nuvem. “Essa é uma questão sem volta, sobretudo se analisarmos a redução de custos e a agilidade que devem nortear o serviço público”, reiterou Waldeck. 

A solução, de acordo com o especialista, é a utilização do modelo de ‘Nuvem Híbrida’, possibilitando a contratação de serviços que não comprometam a segurança nacional de fornecedores privados. Se o serviço exigir algum tipo de sigilo, as aquisições devem ser realizadas com entidades da Administração Pública Federal ou serem realizadas diretamente pelo órgão.

O 11º Congresso de Inovação no Poder Judiciário (CONIP Judiciário 2016) segue discutindo os limites e possibilidades do uso das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) nos processos de inovação e modernização do Poder Judiciário até a quinta-feira, 29.

Mais informações sobre o evento podem ser acessadas na página da iniciativa