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Governança e Sustentabilidade são temas de sessão interativa do Seminário Internacional

Palestrantes falaram ao público sobre desenvolvimento sustentável e economia verde

publicado:  04/09/2015 11h34, última modificação:  04/09/2015 11h34
Divulgação Enap/Ministério do Planejamento

Divulgação Enap/Ministério do Planejamento

A primeira sessão interativa do Seminário Internacional Papel do Estado no Século XXI: desafios para a gestão pública, que acontece nesta quinta-feira (3), teve como tema Governança e Sustentabilidade. Em sua fala inicial, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani – que moderou a sessão – parabenizou a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) pela organização do evento, em meio a um cenário “onde cada vez é mais difícil a gente chamar a atenção para discussões mais essenciais e estratégicas ao país, em um momento de cacofonia, de estridência midiática”.

Em sua palestra Economia Verde, Mudança Institucional e Sustentabilidade de Longo Prazo, o professor de Gestão Estratégica da Macquarie Escola de Gestão (MGSM), John Mathews, falou sobre o desenvolvimento industrial energizante e o papel do Estado nas estratégias de “ecologização” do século 21. Ele ressaltou que a transição verde é a maior oportunidade de negócios do século, onde países podem reduzir seus gastos. “Muitos pensam que as energias eólica e solar são caras, mas o custo está caindo”, explicou.

John Mathews usou a China como exemplo para mostrar as mudanças que estão sendo realizadas em direção a uma economia verde, e que poderiam ser utilizadas como modelo pelo Brasil. “Muitos olham para a China como uma economia negra, pelo grande uso de carvão. Mas o consumo de carvão está se nivelando e a emissão de carbono está diminuindo”, explicou. O professor destacou que “o Brasil tem grandes hidrelétricas, mas está aumentando o seu papel eólico, indo na direção de se tornar uma superpotência em energia renovável, assim como a China”.

Ele finalizou explicando que os países devem olhar para seus próprios interesses, fazendo com que a transição energética seja motivada por mais do que as mudanças climáticas, tendo como motivos, por exemplo, a segurança industrial e seguranças de recursos. “Assim o país trará benefícios não somente para si próprio, mas também para o mundo inteiro”, concluiu.

Já em sua explanação, com o tema Desenvolvimento Sustentável Pós-Agenda de 2015, – o diretor do Rio+ Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, Rômulo Paes de Sousa, discorreu sobre os desafios da Agenda 2030. Ele frisou que a nova agenda é diferente dos Objetivos do Milênio, por ser muito ampla, o que a torna mais complexa e com mais desafios para ser implantada. “O grande desafio da nova agenda é conseguir legitimidade técnica no curso da sua implementação”, explicou.

Rômulo Paes de Sousa destacou que o processo mais democrático e inclusivo de definição de uma agenda de desenvolvimento produzirá o mais complexo modelo de monitoramento de implementação, e que a nova agenda possui 17 objetivos, 169 metas, 1.063 indicadores propostos, 204 indicadores sugeridos e 101 indicadores consolidados.

O diretor do Rio+ Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável realçou que, apesar das dificuldades, a pactuação dessa agenda é um passo muito importante, que exigirá muito de todos. “Vontade política não basta. Devemos entender o quanto de vontade política e o quanto de competência técnica são necessárias para que uma política pública se materialize. A implementação dessa agenda depende da capacidade dos países de construírem competência na sua implementação”, finalizou.