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Em agosto, taxa de desocupação foi de 5,3%

publicado:  26/09/2013 15h13, última modificação:  02/06/2015 19h22

Pesquisa do IBGE mostra queda significativa em taxa de desocupação

Brasília, 26/9/2013 - A taxa de desocupação foi estimada em 5,3%, com queda estatisticamente significativa (0,3 ponto percentual) em relação ao resultado apurado em julho (5,6%). Em comparação a agosto de 2012 (5,3%), a taxa se manteve estável. A população desocupada (1,3 milhão de pessoas) refletiu queda de 6,0% na comparação com julho e se manteve estável em relação a agosto de 2012. A população ocupada (23,2 milhões) ficou estável em relação a julho. No confronto com agosto de 2012, verificou-se aumento de 1,2%, o que representou elevação de 273 mil ocupados no intervalo de 12 meses. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,7 milhões) não registrou variação na comparação com julho. Na comparação anual, houve alta de 3,1%. O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.883,00) foi 1,7% maior do que o apurado em julho (R$ 1.851,01) e 1,3% acima do verificado em agosto de 2012 (1.858,74). A massa de rendimento real habitual dos ocupados (R$ 44,2 bilhões) apresentou alta de 2,3% frente a julho e 2,7% na comparação com agosto de 2012. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 44,0 bilhões), estimada em julho de 2013, variou 3,0% no mês e 2,7% no período de um ano.

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página do IBGE.

Taxa de desocupação registra estabilidade em cinco regiões em relação a julho

Regionalmente, na análise mensal, a taxa de desocupação caiu em Recife (de 7,6% para 6,2%) e permaneceu estável nas demais regiões. Na comparação com agosto de 2012, a taxa apresentou alteração significativa em Salvador passou (de 6,4% para 9,4%).

O contingente de desocupados (pessoas sem trabalho que estão tentando se inserir no mercado) em agosto de 2013 foi estimado em 1,3 milhão de pessoas no agregado das seis regiões investigadas, refletindo queda de 6,0% na comparação com julho e estabilidade frente a agosto do ano passado.

Na análise regional, o contingente de desocupados, frente a julho último, caiu em Recife (21,6%) não apresentando variação significativa nas demais regiões investigadas. Em relação a agosto de 2012, houve alta nessa população na Região Metropolitana de Salvador (56,6%) e estabilidade nas demais regiões.

Nível da ocupação fica em 54,2%

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado em agosto de 2013 em 54,0% para o total das seis regiões investigadas, não apresentando variação em relação a julho último. No confronto com agosto do ano passado esse indicador também não assinalou movimentação significativa. Regionalmente, na comparação mensal, todas as regiões mantiveram estabilidade. Frente a agosto de 2012, esse indicador caiu nas Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte e Recife (1,6 e 1,3 ponto percentual, respectivamente), teve elevação na Região Metropolitana de Porto Alegre (1,6 ponto percentual) e não teve variação significativa nas demais regiões.

Na comparação anual, rendimento médio aumenta em quatro das seis regiões

Regionalmente, em relação a julho último, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores subiu nas Regiões Metropolitanas de Recife (1,9%), Salvador (0,8%), Belo Horizonte (2,8%), Rio de Janeiro (1,5%), São Paulo (1,6%) e em Porto Alegre (1,2%). Em relação a agosto de 2012, houve alta em Belo Horizonte (2,4%), Rio de Janeiro (4,4%) e Porto Alegre (6,9%). Caiu em Recife (2,7%, Salvador (2,3%) e em São Paulo (0,6%).

Em relação aos grupamentos de atividade, na comparação com julho de 2013, foram registradas variações positivas em praticamente todos os grupos, exceto Serviços domésticos (-1,4%) e Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis, que não teve variação significativa. Na comparação anual, também foram registradas variações positivas em praticamente todos os grupos, exceto Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-2,0%), Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social e Outros serviços, que não tiveram variação significativa.

Já na classificação por categorias de posição na ocupação, não foi registrada variação negativa no rendimento médio real habitualmente recebido em nenhuma das categorias, em comparação com julho. Frente a agosto de 2012, militares e funcionários públicos não tiveram variação significativa:

Fonte: IBGE