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Desenvolvimento da Amazônia é tema de seminário na reunião do BID

publicado:  30/03/2006 09h00, última modificação:  02/06/2015 19h21

Brasília, 30/3/2006 - Amazônia no século XXI: desafios para o desenvolvimento regional. Este foi o tema discutido durante quatro horas por especialistas da área de planejamento e meio ambiente em seminário realizado hoje (30) na reunião anual do BID que está acontecendo na Expominas, em Belo Horizonte.

O seminário foi aberto pelo Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, José Carlos Miranda, com um balanço das políticas de proteção ambiental e suas perspectivas.


foto: Antonio Cunha/Divulgação

Miranda destacou a importância do debate: “Não podemos repetir os erros do passado nem deixar de prover o território amazônico dos equipamentos que irão permitir o seu progresso. Temos experiências no Brasil que são um atestado de que a conservação do meio ambiente e o progresso econômico podem andar juntos”.

Participaram ainda do debates o secretário de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Ariel Pares; a secretária geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, Rosalia Arteaga e como coordenadora do Seminário, a Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Berta Becker, entre outros.


foto: Antonio Cunha/Divulgação

O Programa Áreas Protegidas da Amazônia – Arpa, cujo objetivo é consolidar o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e garantir a proteção de grandes amostras da diversidade amazônica, foi um dos assuntos mais discutidos pelos conferencistas.

Outros temas levantados e discutidos foram o Tratado de Cooperação Amazônica, apresentado pela secretária geral da Organização, e as Iniciativas para a Integração da Infra-estrutura Regional Sul Americana – IIRSA, apresentada pelo secretário Ariel Pares, coordenador Nacional do Programa que destacou os setores de energia, comunicações e transporte.

A criação de instrumentos internacionais que favoreçam a conservação do meio ambiente, como o mercado de créditos de carbono é, segundo os debatedores uma prioridade. A questão dos crescentes níveis de urbanização da região amazônica, a organização da base produtiva da região, e a experiência do Acre no uso racional de recursos da floresta, também foram assuntos tratados durante as discussões.