Você está aqui: Página Inicial > Notícias > Desafio do País é sair da crise melhor do que estava, avalia Bernardo

Desafio do País é sair da crise melhor do que estava, avalia Bernardo

publicado:  04/06/2009 18h23, última modificação:  02/06/2015 16h21

Brasília, 4/6/2009 - A crise internacional não interrompeu o projeto de desenvolvimento do País. Tudo está mantido: os investimentos do PAC; os programas na área social, os investimentos programados para a Educação. O recado foi dado hoje pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao fazer um balanço da atuação do Governo Federal, durante a 30ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, realizada hoje no Palácio do Itamaraty.


Foto: Antonio Cunha/Divulgação.

Ao lado dos ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Carlos Lupi (Trabalho e Emprego), José Pimentel (Previdência) e José Múcio (Relações Institucionais), Paulo Bernardo enumerou, ponto a ponto, o choque de gestão que permitiu ao País superar as dificuldades; defendeu as políticas sociais como um dos sustentáculos do funcionamento da economia; e apontou o Brasil como um país que pode contribuir com medidas para que o mundo saia da crise.


Foto: Antonio Cunha/Divulgação.

“O Brasil não foi parte da gestação dessa crise, não tivemos influência para que ela acontecesse. Mas achamos que o Brasil vai ser parte da solução, vamos conseguir contribuir com sugestões, com medidas, afirmou Paulo Bernardo. “E temos que considerar que crise é oportunidade. O nosso desafio é que o País saia dela melhor do que estava antes.

CHOQUE DE GESTÃO
Para o ministro, está demonstrado hoje aquilo que o presidente Lula e os líderes do governo vêm dizendo há dois anos: que o Brasil tem muito mais condições de enfrentar uma situação de crise internacional do que nas ocasiões anteriores. Primeiro, segundo ele, porque não precisou recorrer ao FMI nem ao Banco Mundial. Também não lançou nenhum pacote com aumento de impostos. E, por fim, não fez cortes drásticos de gastos ou de recursos dos programas. Até porque, como frisou, essa receita se mostrava ineficaz.

“Quando o Estado fazia cortes profundos nos seus programas, esses paravam de funcionar e, na prática, no meio da crise, o Estado deixava de funcionar também. O Estado tem de funcionar, e bem, sobretudo num momento como este, definiu Paulo Bernardo.

O ministro do Planejamento defendeu, ainda, que é cada vez mais necessário investir em gestão. E ressaltou que uma das medidas anunciadas no início do ano pelo presidente da República foi justamente proclamar 2009 como o Ano Nacional da Gestão Pública.

O ministro apresentou, em seguida, exemplos do que vem sendo feito pelo Governo Federal para que o Estado funcione: a gestão intensiva e integrada dos projetos do PAC; a modernização do sistema de compras, por intermédio do pregão eletrônico, o aumento dos investimentos nas políticas sociais; o investimento em recursos humanos por meio da contratação de servidores e da melhoria dos salários e as medidas de desburocratização.