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Brasil será o primeiro país a sair da crise, diz Bernardo

publicado:  27/07/2009 19h07, última modificação:  02/06/2015 19h21

Brasília, 27/07/2009 - O Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse em recente entrevista, que o Brasil foi o último país a sofrer os efeitos da crise financeira internacional e será o primeiro a sair dela. Segundo Bernardo, quando começaram os sinais da crise, o governo teve duas “convicções: primeiro não iria ter o mesmo impacto no Brasil e segundo o governo tinha que atuar fortemente para impedir baque maior na economia do país que vinha crescendo em média 4% nos últimos 5 anos.

“Não quer dizer que já superamos esta crise, disse Bernardo, “mas as medidas tomadas pelo governo para enfrentar o enxugamento do crédito internacional, ao lado das desonerações implementadas e outras medidas permitiram que o Brasil atravessasse a crise com danos menores que outros países. A crise não interrompeu o projeto de desenvolvimento do país, afirmou.

Bernardo destacou ainda as condições macroeconômicas do país – reservas em níveis elevados, inflação controlada, câmbio flutuante como fatores que contribuíram fundamentalmente para o enfrentamento da crise.

O Ministro afirmou que houve forte queda na arrecadação por conta da crise da economia mundial. Segundo Bernardo, em comparação com o Projeto de Lei Orçamentária enviado ao Congresso Nacional em 31 de agosto de 2008, a perda de receitas estimadas para o ano de 2009 já atinge cerca de R$ 88 bilhões.

Isso exige um aperto maior do governo para manter os projetos prioritários do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e os programas sociais como o Bolsa Família. “Tivemos que reduzir a meta de superávit primário para este ano com o objetivo de manter os programas que o governo considera fundamentais para a população, disse Bernardo. “Sabemos que a dívida vai aumentar este ano, mas a expectativa para o ano que vem é voltar à estabilidade.

Bernardo responde aos críticos de que o governo está perdendo o controle das contas públicas, autorizando gastos permanentes como aumento de servidores, reajuste do Bolsa Família. O Ministro disse que o Governo Lula fez em 7 anos de mandato os maiores superávits da história e acrescentou: “não tem risco na política fiscal, não estamos fazendo nenhuma maluquice. Temos muita consciência da importância do controle das contas públicas e estamos investindo na qualidade do gasto.

 Segundo o Ministro, o Bolsa Família ajudou a reduzir a miséria no país e os demais programas sociais, na crise, “acabou sendo uma âncora, uma vez que o que moveu a economia brasileira foi o mercado interno.

Bernardo destacou que anos de ajuste fiscal inibiram os investimentos públicos e quando do lançamento do PAC em janeiro de 2007 o governo se deparou com a máquina pública despreparada, com “falta de pessoal qualificado, falta de projetos.

Segundo o Ministro, o governo teve que recuperar a capacidade do Estado e ao mesmo tempo corrigir determinadas distorções salariais no Poder Executivo federal. Citou como exemplo o caso dos pesquisadores de Institutos como Fiocruz ou Inmetro que, com doutorado, recebiam em 2002 cerca de R$ 2 mil como remuneração inicial.
 
Além disso, destacou, “investimos fortemente em educação e dobramos o número de vagas nas universidades públicas, o número de cursos técnicos e profissionalizantes, além do número de doutores que o governo forma. Temos que aumentar o investimento em infraestrutura para suportar o crescimento. Isso significa contratar pessoal, mas o reflexo será positivo para o Estado no futuro, garante Paulo Bernardo.

Assim, segundo o Ministro do Planejamento, o único risco que o Brasil corre “é do país dar certo.