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Brasil é referência mundial no combate à pobreza, mostra estudo

publicado:  08/02/2013 10h45, última modificação:  02/06/2015 19h22

Governo apresenta os dados do desenvolvimento sócioeconômico do País nos últimos 10 anos, consolidados pela primeira vez em um único documento

Brasília, 8/2/2013 - O Governo divulgou o estudo "Indicadores de Desenvolvimento Brasileiro", que mostra o País como referência mundial no combate à pobreza e à desigualdade. Segundo o representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (Pnud), Jorge Chediek, nos últimos dez anos houve o que ele definiu como "ganho triplo": crescimento econômico com justiça social e proteção ao meio ambiente.

O estudo foi realizado pelos Ministérios do Planejamento, Desenvolvimento Social, Educação e Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme os dados apresentados houve geração expressiva de empregos (19, 1 milhões), crescimento da distribuição de renda e elevação da renda média domiciliar (ascensão dos mais pobres) impactando diretamente na economia. Além disso, a universalização da educação e da saúde vem progredindo.

"O país apresentado por Josué de Castro em Geografia da Fome (mostrando que esse era um fenômeno cultural, impossível de ser revertido) hoje é o país da fome zero", afirmou o representante do Pnud, durante a apresentação dos indicadores, em solenidade no Ministério do Planejamento, hoje à tarde.

A titular do Planejamento, ministra Miriam Belchior, afirmou que os indicadores resultam de políticas que vêm sendo implantadas ao longo do tempo. "Hoje isso se amplificou como política pública. As condições foram criadas e agora mais da metade da população brasileira se considera na classe média", destacou a ministra. "A realidade não é mais a mesma. O nosso desafio agora é dar o passo seguinte, as políticas complementares, com o mesmo objetivo, mas que exigem novas ações, completou.

"Fizemos, sim, uma aposta no investimento social", destacou a ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, também presente à solenidade. "É uma decisão política e que resulta em alteração no modelo de desenvolvimento econômico, na inclusão social da população".


foto: Ilkens Souza / Divulgação

DIAGNÓSTICO

O estudo considerou indicadores sociais (distribuição de renda, condições de trabalho, saúde, educação e acesso a bens e serviços) e dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e do Governo Federal, que permitiram fazer um diagnóstico da mudança da realidade brasileira, entre os anos de 2001 a 2011. É a primeira vez que todos os dados são consolidados em um único documento.

Para consolidar os indicadores, foram utilizadas informações do período de 10 anos – mais longo do que as análises existentes – e também foi incluído o recorte por faixa de renda e por região. A partir dos dados desse levantamento, foi possível perceber importantes conquistas nos últimos dez anos, como:

  • Crescimento com redução das desigualdades.
  • Elevação da renda do brasileiro.
  • Melhoria das condições de trabalho.
  • Diminuição da incidência de doenças e da mortalidade infantil e materna.
  • Universalização do ensino fundamental e maior frequência escolar.
  • Maior acesso à informação e aos bens duráveis e melhores condições de moradia - luz, água e esgoto.

O resultado positivo demonstrado no estudo foi conquistado a partir das ações aplicadas no novo modelo de crescimento com a inclusão social adotado no Brasil.  Programas e políticas públicas como Brasil Sem Miséria, Fies, Prouni, Pronatec, Farmácia Popular, PAC Saneamento, entre outros, estão diretamente ligados a transformação da realidade do país na última década.

MACROECONOMIA

A política macroeconômica é outro destaque. Orientada pela responsabilidade fiscal e pelo regime de metas de inflação, criou as condições para redução da taxa de juros – de patamares superiores a 20% ao ano em 2002 para 7,25% no final de 2012.

Com a importante participação dos bancos públicos, expandiu-se o crédito de 25% para 50% do PIB, beneficiando empresas e famílias. No mesmo período, houve redução da dívida líquida do setor público, de 60% para 35% do PIB. Além disso, houve aprimoramento do perfil da dívida por meio da menor participação de títulos indexados à taxa de juros de curto prazo e ao câmbio.

E, ainda, a soma dos investimentos público e privado cresceu mais que o dobro do PIB nos últimos anos, aumentando a produção e o emprego.

Neste cenário de aceleração do crescimento foi possível garantir cada vez mais recursos para políticas sociais e investimentos públicos, gerando um círculo virtuoso de crescimento com estabilidade e inclusão social.

Veja a íntegra do estudo. (pdf 5,08mb)