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Brasil busca fortalecer posição no Banco de Desenvolvimento da América Latina

Ministro participa de reunião da diretoria-executiva da CAF na Cidade do Panamá
publicado:  14/03/2017 16h49, última modificação:  17/03/2017 11h21

O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), Dyogo Oliveira, e o secretário de Assuntos Internacionais (Seain), Jorge Arbache, estão na Cidade do Panamá para acompanhar a 159ª Reunião da Diretorias-Executiva da Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). “Ao longo dos últimos anos, o Brasil tem fortalecido sua posição junto à CAF, aumentando sua participação acionária e, ao mesmo tempo, se beneficiando das ações desenvolvidas pelas instituições no continente sul-americano. Estamos, além disso, obedecendo à política expressa do governo brasileiro de fortalecer organismos que guardam sinergia com nossos instrumentos de apoio à integração da América Latina”, destacou o ministro.

A reunião contou com uma sessão especial com pronunciamentos do presidente Enrique Garcia, cujo mandato de 25 anos encerra-se em 31 de março de 2017, e do novo presidente Luiz Carranza Ugarte, eleito em dezembro, que assumirá o cargo a partir de 1º de abril de 2017 por um período de cinco anos. Ugarte foi ministro de Economia e Finanças do Peru e é Ph.D. em Economia pela Universidade de Minnesota. A escolha do novo presidente contou com o voto do Brasil.

A reunião tratou da apresentação do relatório intitulado “Informe Anual 2016”, que mostra a conjuntura social e econômica da América Latina e a atuação da instituição nos desafios ao desenvolvimento integral da região e de sua inserção internacional. O relatório analisa a recente evolução econômica da América Latina e traz perspectivas para o mercado financeiro e de bens essenciais.

A reunião também analisou relatórios de auditoria, demonstrativos financeiros e o regulamento de um fundo de cooperação técnica. A reunião contou ainda com a aprovação de um projeto argentino e seus respectivos valores aportados pelo organismo internacional.

A CAF é hoje uma das maiores fontes de financiamento multilateral na América Latina e no Caribe, perdendo apenas para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid) e o Banco Mundial (Bird). O organismo financia projetos nos setores público e privado, em áreas como infraestrutura, desenvolvimento social, meio ambiente e setor produtivo.

Em 2016, a CAF desembolsou cerca de US$ 8,43 bilhões, dos quais US$ 3,23 bilhões (38%) a empréstimos de médio e longo prazos e US$ 5,09 bilhões (60%) correspondentes a linhas de créditos a empresas e bancos.

Em termos financeiros, a CAF possui um Patrimônio Líquido na ordem de US$ 10,47 bilhões e uma carteira de empréstimos e investimentos de US$ 22,36 bilhões. Em 2016, aprovou cerca de US$ 13,06 bilhões em novos financiamentos para a região, atuando tanto no segmento soberano (49% das aprovações), quanto sem garantia soberana (44% das aprovações).

Já em termos setoriais, a CAF aloca majoritariamente suas aprovações à bancos privados (29%) e públicos (18%) da região, bem como ao setor de infraestrutura, que corresponde a 24% das aprovações.

Além do Brasil, a CAF é integrada por mais 18 países: Argentina, Barbados, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Espanha, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Trinidad e Tobago, Uruguai, Venezuela; além de 13 bancos privados da região.