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Bernardo: governo está atento à inflação

publicado:  08/04/2010 16h24, última modificação:  02/06/2015 19h21

Brasília, 8/4/2010 –  Em teleconferência promovida pela Secretaria de Comunicação Social a jornalistas e analistas estrangeiros, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, perguntado sobre o risco de uma aceleração da inflação no Brasil, afirmou que o governo está atento aos índices a ordem do Presidente é “bater duro na inflação porque não queremos de forma alguma que isso volte a ser problema no país. Segundo Bernardo, foi o controle da inflação que proporcionou nos últimos anos o aumento do poder aquisitivo da população.

Entretanto, destacou que o governo acredita que depois de uma alta nos meses de janeiro e

fevereiro por conta das intempéries que pesou nos alimentos, ‘nossa previsão é que esses índices sejam mais comportados nos próximos meses, disse Bernardo.

O ministro do Planejamento falou na teleconferência sobre as perspectivas de investimento privado estrangeiro na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC 2.

Segundo Bernardo, o PAC 2 traz possibilidade de investimentos estrangeiros de cerca de US$ 220 bilhões divididos em metrôs, setor portuário como dragagens, habitação, energia elétrica, petróleo e gás. “A visão do governo brasileiro é que temos hoje um excelente momento para consolidar os investimentos em infraestrutura, ressaltou o Ministro. Acrescentou que com o lançamento do PAC em 2007, o governo conseguiu acelerar o nível de investimentos que atingiram cerca de 4% do PIB em 2009, entre recursos orçamentários e estatais.



O ministro afirmou que investimentos em infraestrutura são fundamentais para destravar o crescimento do Brasil e superar os gargalos que temos pelo país inteiro e esta é também a intenção do governo com o PAC 2: deixar preparados projetos para superar etapas da execução das obras que são fundamentais para a economia.
 
“A nossa expectativa é termos uma retomada forte, já estamos tendo,  da economia este ano – o governo brasileiro trabalha com uma expectativa este ano superior a 5% do PIB, mas temos visto analistas prevendo até 6% para 2010, destacou. “Isso coloca com mais intensidade a necessidade de retomar os investimentos. Temos a expectativa com o PAC aumentar os investimentos públicos e estimular os investimentos privados, afirmou Bernardo.

Destacou que quando o governo lançou o  PAC tinha-se a expectativa de executá-lo com cerca de 15% de recursos orçamentários e todo o restante seria realizado com recursos de fundos  públicos – FGTS, poupança, mas também com recursos privados ou financiamentos dos bancos públicos.

 “O volume de recursos efetivamente já realizado até o final de 2009 ultrapassa 400 bilhões de reais, afirmou Bernardo . “Estamos muito otimistas – acreditamos que com o PAC 2 vamos antecipar etapas preliminares de investimentos que serão feitos a partir de 2011 e também otimistas porque avançamos muito no sistema de gestão, de gerenciamento dos investimentos, disse.

Bernardo esclareceu que o PAC  representou uma mudança na forma de gestão tanto dos investimentos públicos quanto  privados. Dessa forma, com esse gerenciamento que possibilitou uma “linha mais rápida na execução dos investimentos abre-se uma janela de oportunidade para o setor privado atuar nos projetos do PAC, seja em parceria com o governo, seja na sua própria área de atuação. “Temos todo o interesse em acolher investidores privados num momento de excepcionais condições para isso, disse Bernardo.

DINHEIRO PARA EMERGÊNCIAS

Perguntado sobre a posição do governo federal frente ao estado de calamidade do Rio de Janeiro o ministro disse que realmente “o Brasil tem sido castigado por desastres deste tipo em vários estados – SP, PR, RJ -  e isso exige que todos nós juntemos pra tratar dessas questões porque o governo federal considera seu dever e sua obrigação participar da forma que for possível ajudar os nossos municípios afetados.

Segundo Bernardo, o governo federal liberou entre o final do ano passado e hoje cerca de R$ 7 bilhões para atender a essas emergências  e acrescentou que “certamente teremos que fazer alguma coisa com relação ao RJ,  mas como aconteceu recentemente ainda não temos estimativa de montante.

Alem disso, afirmou que o governo está colocando recursos para obras de caráter preventivo já no conjunto de investimentos do PAC 2. “Temos reservado R$ 6 bilhões para obras de drenagem urbana, ações preventivas contra enchentes. Estamos tomando providencias para fazer  ações preventivas que são importantes, afirmou Bernardo.

Lembrou que o Brasil vai sediar dois importantes eventos internacionais – a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 e garantiu que o país e o governo federal envidarão todos os esforços “para que tenhamos absoluta tranqüilidade de fazer os eventos. Todos os investimentos serão feitos – não apenas aqueles ligados a copa e olimpíadas mas também investimentos em habitação, saneamento, contenção de encostas, etc.. que fiquem em benefício da população.