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Bernardo diz que alguns torcem pela crise

publicado:  07/10/2008 21h12, última modificação:  02/06/2015 19h21

Brasília, 7/10/2008 - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira, 07.10, em audiência na Comissão Mista de Orçamento, que alguns setores no país mostram uma “indisfarçável torcida para que a crise financeira norte-americana atinja o Brasil. Segundo Bernardo, primeiro foi o apagão, que não houve, depois a inflação que começou a dar sinais de crescer, mas felizmente recuou, e agora a crise mundial.

Paulo Bernardo disse que o governo deve ter serenidade e confiança para tomar as medidas pontuais necessárias para que esta crise não atinja a economia real do Brasil. “Não podemos ficar ouvindo só as cassandras que estão por aí querendo ver o mundo pegar fogo, como se o mundo fosse acabar amanhã. O mundo não vai acabar amanhã, afirmou.

Destacou ainda que a crise do subprime nos EUA já dura mais de 1 ano, mas foi agravada em setembro e particularmente nas duas últimas semanas com fortes oscilações na bolsa de valores.


Foto: Antonio Cunha/Divulgação.

O ministro destacou mais uma vez que o governo não fará um pacote para enfrentar a crise bancária mundial e enfatizou que o governo tomou as providências necessárias nos últimos 6 anos em termos de política macroeconômica e lembrou que cerca de 34% da dívida interna brasileira era anexada ao dólar.  “Recebemos críticas de vários analistas pelo que chamavam de custo de formação de reservas, disse, “mas hoje a medida do Banco Central se mostrou acertada.

Bernardo ainda destacou que “não podemos sonhar que aqui não teremos qualquer efeito da crise, mas o papel do governo é minimizar seus efeitos na economia real e citou as medidas já tomadas como a diminuição do compulsório dos bancos e o aumento do funding do BNDES, entre outras medidas pontuais.

Bernardo fez uma exposição aos parlamentares da Comissão Mista de Orçamento sobre o Projeto de Lei do Orçamento para 2009 que registra uma previsão de crescimento para 2009 de 4,5%,  taxa média de câmbio de 1,71 e IPCA de 4,5%. Além disso,  a proposta apresenta um total de receitas primárias de R$ 808 bilhões.

O ministro colocou para os parlamentares que a Lei de Diretrizes Orçamentárias já prevê uma revisão nos parâmetros do orçamento em novembro e adiantou que, se for o caso, o Ministério do Planejamento poderá trabalhar em conjunto com o Congresso para promover alterações à proposta orçamentária se houver alguma mudança expressiva no cenário macroeconômico.