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Bernardo: Crescimento da economia impõe investimento nos aeroportos

publicado:  19/07/2010 17h20, última modificação:  02/06/2015 16h21

Brasília, 19/07/2010 – O Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse em Brasília, que o investimento de R$ 5,1 bilhões para obras em 13 aeroportos anunciado hoje pelo Presidente da República, tem a ver com a Copa e as Olimpíadas, mas também com o crescimento do mercado interno brasileiro. “Fala-se em aumento de 28% no semestre que passou. Isso impõe responsabilidades, porque estamos apostando que a economia vai crescer 4,5% a 5% nos próximos 4 ou 5 anos e isso significa que vamos precisar de melhores condições de funcionamento dos aeroportos para muito mais passageiros que virão, afirmou Bernardo.

O Ministro ressaltou que o evento em que estiveram presentes vários prefeitos e governadores das cidades sede da Copa 2014 não é resposta a críticas feitas sobre possível atraso nas obras, mas “apenas mais uma etapa na preparação dos trabalhos para a organização da Copa e das Olimpíadas que se seguiu a uma série de reuniões com todos os entes e instituições envolvidos. A resposta nós damos no dia a dia, afirmou.

INDEXAÇÃO DE BENEFÍCIOS AO SALÁRIO MÍNIMO

Questionado sobre a emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) que indexa todos os benefícios previdenciários ao aumento do salário mínimo, Paulo Bernardo disse que vê com preocupação. “Não sou adepto desta medida porque se olharmos em termos demográficos a questão das aposentadorias da previdência e olharmos o futuro no longo prazo, só tem um jeito de atrelar o salário mínimo aos outros benefícios, é não dar aumento real para nenhum deles.

Bernardo acrescentou que como o governo vem implantando uma política de dar aumento real para o salário mínimo “vamos ter que enfrentar este debate e afirmou que vai “conversar com o Presidente Lula que é quem a caneta e o poder na hora de sancionar ou vetar, mas vamos ponderar todas essas coisas com ele, disse o Ministro.

Na solenidade, o Presidente Lula assinou também Medida Provisória que irá  permitir aos municípios sede da Copa 2014 obterem crédito para obras relativas ao evento até o limite de 120% das receitas, flexibilizando neste caso o limite de endividamento das cidades.

O total de recursos envolvidos na preparação para a Copa do Mundo de futebol soma R$ 23 bilhões, sendo R$ 11,5 bilhões para projetos de mobilidade urbana (metrôs e trens urbanos); R$ 4,8 bilhões para financiamento de estádios; R$ 1 bilhão para a rede hoteleira nacional; R$ 5,1 bilhões para aeroportos e R$ 740 milhões para portos.