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Bernardo: Brasil resistiu melhor à crise internacional

publicado:  04/08/2009 20h34, última modificação:  02/06/2015 19h21

Rio de Janeiro, 04/09/2009 – O Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira, na abertura da Conferência Internacional de Escolas de Administração, que o Brasil resistiu melhor que os países desenvolvidos aos efeitos da crise econômica internacional, não só pela solidez dos fundamentos macroeconômicos, mas também pela força do mercado interno impulsionado pelos programas sociais. “Não fomos os causadores da crise, mas podemos ser parte da solução, disse o Ministro.

Segundo Bernardo, os programas sociais do Governo Lula foram o grande diferencial que ajudaram a frear a queda na produção interna que, segundo destacou o ministro “foi muito forte no último trimestre de 2008 quando a crise se agravou depois da queda do banco americano Lehman Brothers e levou o mundo globalizado a um ‘enorme problema de liquidez.

Para uma platéia formada principalmente por estrangeiros, Bernardo fez um histórico da economia brasileira e os desajustes dos vários planos econômicos, quando o país chegou a experimentar inflação de 80% ao mês e três mudanças de moeda, sem nenhum resultado, até a implantação do Plano Real que trouxe finalmente a estabilidade ao país.

Além disso, destacou, o alto endividamento do Estado brasileiro que chegou a atingir 60% do PIB e trouxe um efeito “maléfico que foi o aumento da carga tributária para fazer frente às crescentes despesas obrigatórias como pagamento de benefícios da previdência, pessoal e outras despesas obrigatórias de transferência de renda determinadas na Constituição Federal.

Entretanto, afirmou, o Brasil “procurou seu caminho e passou por importantes transformações nos últimos 15 anos, afirmou Bernardo. Com o controle do processo inflacionário e da dívida, abriu-se espaço para o novo conceito da responsabilidade fiscal que é um “valor inerente ao que se busca na administração pública. Hoje temos regras previsíveis e uma democracia sólida que resiste às várias crises políticas que atravessamos de vez em quando.

Segundo Bernardo, o governo Lula aprofundou a política econômica, acumulou reservas internacionais que permitiram ao país não sofrer tanto os efeitos dessa nova crise. E reafirmou: “nosso grande diferencial, além disso, foi o investimento social, foram os programas sociais como o Bolsa Família,  que se refletiram com força impulsionando o mercado interno a puxar o crescimento econômico brasileiro.

Essa força do mercado interno, acrescentou, é que permitirá “mantermos uma expectativa de crescimento positivo, na casa de 1% em 2009 e mostra que é cada vez mais possível atingirmos 4% em 2010, finalizou Bernardo.