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A forte desaceleração da inflação em 2017

publicado:  10/01/2018 14h03, última modificação:  10/01/2018 14h13

O ano de 2017 terminou com resultados favoráveis no campo econômico. Saímos da maior recessão da nossa história, com 2 anos seguidos de queda no PIB, voltamos a gerar empregos e a inflação, como divulgada hoje pelo IBGE, mostrou recuo de maneira significativa.

A taxa de inflação acumulada para o consumidor brasileiro (IPCA) foi de 2,95% em 2017, bem abaixo dos 6,29% registrados em 2016. É a menor variação desde 1998 e a segunda menor inflação em toda a história de divulgação do IPCA, iniciada em 1980. A taxa de inflação ficou abaixo do centro da meta (4,5%), o que não ocorria desde 2009, e, pela primeira vez, abaixo do limite inferior de tolerância (3%).

O resultado positivo se deve a diversos fatores, dentre eles a desaceleração nos preços livres (de 6,54%, em 2016, para 1,35%, em 2017), com recuo na inflação de serviços de 6,47%, em 2016, para 4,52%, em 2017, enquanto que a variação dos bens apresentou deflação (-1,42%), ante alta de 6,63%, em 2016.

Também vale destacar a deflação do grupo alimentos e bebidas, cuja variação foi de -1,87%, em 2017, ante alta de 8,61%, em 2016, elevando o poder de compra do orçamento das famílias brasileiras. Desde 2010, a inflação dos alimentos e bebidas ficava acima do teto da meta de inflação, com taxa média superior a 9%.Imagem-Contribuicao.PNG

Nos anos anteriores, havia uma forte dispersão dos grupos que compõem a inflação. Ou seja, muitos apresentavam variações de preços superiores ao centro ou até mesmo ao limite superior da meta de inflação. No entanto, em 2017, a inflação de 2/3 dos grupos foram inferiores ao centro da meta, com dois grupos apresentando deflação: Alimentação e Bebidas (-1,87%, em 2017, ante alta de 8,61%, em 2016); e Artigos de residência (-1,49%, ante 3,41%).

Para 2018, os analistas de mercado, de acordo com Boletim Focus, projetam que a inflação ficará abaixo de 4%, novamente inferior ao centro da meta. Com a inflação sob controle, o País pode dar continuidade ao processo de recuperação do crescimento econômico em curso gerando empregos e aumentando a renda das famílias.

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