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Planejamento esclarece reportagem "Estatais investem à custa de maior endividamento", do jornal O Estado de S. Paulo

publicado:  28/04/2014 23h26, última modificação:  27/08/2015 15h42

Brasília, 28/04/2014 - A reportagem do Jornal O Estado de S. Paulo solicitou, no dia 8 de abril último, informação sobre os dados consolidados do Programa de Dispêndios Globais (PDG) das estatais federais de 2013. Foi informado que os números finais seriam disponibilizados ainda neste semestre no site do Ministério do Planejamento.

Nenhuma questão sobre os dados disponíveis foi feita à assessoria.

Nessa segunda-feira, 28 de abril, o jornal publicou matéria, sobre a qual fazemos as seguintes considerações:

 

Texto do Jornal

"As empresas estatais federais, lideradas pela Petrobrás, elevaram seus investimentos desde a crise financeira global de 2008. Mas fizeram mais dívidas para bancar as atividades correntes e operacionais..."

 

Considerações:

  • As empresas estatais federais levantam operações de crédito de longo prazo principalmente para custear seus investimentos.
  • Entre 2008 e 2013, os investimentos das estatais foram sempre superiores ao total líquido dos empréstimos de longo prazo (empréstimos tomados – amortizações, no ano) 
    Tabela 1
     
    Item 2008 2009 2010 2011 2012 2013
    Total Líquido de Empréstimos / Investimentos 8,8% 73,8% 10,1% 25,3% 22,0% 29,2%

     

  • Cabe destacar que a estratégia de financiamento de cada Grupo de empresas influi na classificação dos recursos oriundos de operações de crédito para Investimentos. Por isso, sua correta identificação demanda análise mais aprofundada (ex: operação de crédito da Holding para aporte em subsidiária, destinado a investimentos, que terá como fonte de recursos na subsidiária “aporte do controlador).
  • Ressalta-se ainda que as empresas do setor produtivo estatal são lucrativas, com lucro líquido de R$16,0 bilhões em 2012 e, portanto, sem necessidade de empréstimos para custeio.

 

Texto do Jornal

"Curiosamente, os dados também indicam que as companhias controladas pela União têm pago cada vez menos impostos, na contramão da maior parte do setor privado nacional. No conjunto avaliado, os números mostram que as receitas operacionais das estatais estão em queda... e gastos, como salários, dispararam em razão do serviço da dívida. Mais: as estatais voltaram a depender da capacidade de gerar recursos próprios para investir e, em tese, dependem menos de terceiros."

Ou seja, a melhora nos investimentos estatais tem explicação em endividamento e na redução do pagamento de impostos.

 

Considerações:

  • Os Impostos apurados pelas empresas estatais, de 2008 a 2013, cresceram 21,6%. Houve pequena queda em 2009, com recuperação já no ano seguinte.
  • As Receitas Operacionais das empresas estatais, de 2008 a 2013, cresceram 55,9%. Houve pequena queda em 2009, com recuperação já no ano seguinte.
  • As operações de crédito e suas amortizações vêm crescendo de acordo com os planos de negócios das empresas e seus planos de investimentos.

 

Texto do Jornal

"Os dados refletem, em grande medida, os projetos da Petrobrás. Sem a petroleira, o investimento das demais estatais é muito baixo e oscila entre estável ou até decrescente, caso da Eletrobrás."

 

Considerações:

  • Os Investimentos das demais empresas do setor produtivo, excluindo-se o Grupo Petrobras, apresentaram crescimento de 125,4% entre 2008 e 2013.

 

Texto do Jornal

"Crise. Quando se observam detalhes das fontes e dos usos dos aportes estatais federais, é possível constatar que o impacto da crise foi mesmo significativo. A taxa de investimento, que subiu até 2010, sofreu um baque em 2011, primeiro ano do governo Dilma, prejudicada pela redução das inversões da Eletrobrás. E as operações de crédito de longo prazo das estatais, que jogaram papel importante em 2009, com a megaoperação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a Eletrobrás, minguaram. Chegaram a 0,7% do PIB naquele ano, mas recuaram a 0,06% no ano passado. Isso significa que o crédito financiou gastos correntes em vez de turbinar projetos de investimento."

 

Considerações:

  • Os Investimentos da Eletrobras, entre 2010 e 2011 cresceram 28,3%.
  • Em 2009, a Eletrobras contratou operações de crédito de longo prazo no montante de R$2,7 bilhões, menor que a média das operações contratadas no período de 2008 a 2013 (R$3,3 bilhões).
  • As empresas estatais federais levantam operações de crédito de longo prazo principalmente para custear seus investimentos.
  • Entre 2008 e 2013, os investimentos das estatais foram sempre superiores ao total líquido dos empréstimos de longo prazo (empréstimos tomados – amortizações, no ano) (Tabela 1).
  • Ressalta-se ainda que as empresas do setor produtivo estatal são lucrativas, com lucro líquido de R$16,0 bilhões em 2012 e, portanto, sem necessidade de empréstimos para custeio.

 

Texto do Jornal

"Em 2013, houve um forte aumento no autofinanciamento das estatais. Ou seja, passados os efeitos da megacapitalização da Petrobrás, as estatais voltaram a depender de recursos próprios para investir. Isso seria bom sinal se elas não estivessem se endividando para financiar contas correntes ou operacionais. Assim, o presente custa mais caro que o futuro, avalia o economista do Ibre."

 

Considerações:

  • As empresas estatais federais levantam operações de crédito de longo prazo principalmente para custear seus investimentos.
  • Entre 2008 e 2013, os investimentos das estatais foram sempre superiores ao total líquido dos empréstimos de longo prazo (empréstimos tomados – amortizações, no ano) (Tabela 1).
  • Ressalta-se ainda que as empresas do setor produtivo estatal são lucrativas, com lucro líquido de R$16,0 bilhões em 2012 e, portanto, sem necessidade de empréstimos para custeio.

 

Texto do Jornal

 

"As estatais elevaram suas captações internas e externas: de 11,2% do PIB, em 2007, para 12,44% no ano passado. Mais crédito significa, porém, aumento do gasto com o chamado serviço da dívida, que passou a pesar 1% do PIB no ano passado - em 2005, era 0,68%."

 

Considerações:

  • O passivo com operações de crédito e suas amortizações vêm crescendo de acordo com os planos de negócios das empresas e seus planos de investimentos.

 

Texto do Jornal

"As receitas operacionais, fontes mais importantes dos recursos das empresas, estão em trajetória descendente desde 2005 nas estatais. Minguaram de 10,5% para 9,8%. Ou seja, essas companhias da União não se beneficiaram da recuperação da economia."

 

Considerações:

  • As Receitas Operacionais, entre 2007 e 2013, cresceram de 14,9% para 16,1% do PIB.