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URGeo

publicado:  14/11/2017 18h57, última modificação:  14/11/2017 18h57

A Secretaria do Patrimônio da União iniciou a estruturação e a padronização de suas bases de dados e informações, inclusive cartográficas, automatizando processos de trabalho já gerenciados por sistemas de informática, bem como outros ainda não informatizados, isso está sendo possível com a implementação do Programa de Modernização da Gestão do Patrimônio Imobiliário da União (PMGPU) que se iniciou em 2012 com empréstimo do BID. Com esta modernização, a SPU institucionalizou a gestão da Geoinformação e vem, desde meados de 2016 com a criação da Coordenação Geral de Cadastro e Informação Geoespacial (CGCIG), executando projetos nesta área, bem como automatizando o processo de gestão de dados Geoespaciais no SPUNet.

Por tratar-se de tema cientifica e tecnicamente novo, notadamente na administração pública, a gestão da Geoinformação envolve conhecimentos de distintas áreas, em geral baseadas na tríade Ciência da Informação, Engenharia Cartográfica e Ciência da Computação.

Para executar o processo de produção cartográfica, uma das diretrizes da CGCIG, tomou-se a decisão de criar Unidades Regionais de Geoinformação (URGeos) dentro das instalações físicas de algumas superintendências da Secretaria para, na primeira etapa, realizar o inventário e a catalogação da cartografia nacional da SPU e convertê-la para o novo Sistema SPUNet. As URGeos estão situadas nas cidades de Manaus, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Florianópolis, além da Unidade Central sob a coordenação direta da CGCIG em Brasília. Os critérios de seleção dessas Unidades foram: disponibilidade de servidor com especialização em geoprocessamento para atuar na coordenação da URGeo e volume de produtos cartográficos no Estado sede da unidade. Está em andamento a incorporação dessas Unidades à estrutura organizacional da SPU, por meio de seu Regimento, como Setor de Serviços de Geoinformação.

Para organizar e iniciar as atividades nessas URGeos, foram viabilizados pela modernização a aquisição de equipamentos específicos de Geoinformação para cada uma delas:  GPS RTK de alta precisão geométrica, incluindo a capacitação de servidores para iniciar a operação do equipamento; software de conversão cartográfica FME SpatialETL, com capacitações e construção de fluxos de trabalhos na instituição; e, computadores de alta performance e escâneres de grandes formatos.

Foram estabelecidas também parcerias importantes com o Departamento de Engenharia e Construção do Exército (DEC/EB) e posteriormente com as Universidades Federal Fluminense (UFF) e de Brasília (UnB) por meio de Termos de Execução Descentralizada (TED).

Até meados de 2017, já foram organizadas a modelagem do banco de dados geoespaciais que possibilita ao SPUNet a capacidade de ter inteligência geográfica; e a remodelagem do ambiente de informações geoespaciais da Secretaria, com: a catalogação da cartografia existente segundo o Perfil de Metadados Geoespaciais do Brasil (Perfil MGB); a definição e normatização dos padrões para produção e aquisição da cartografia na SPU; a definição e implementação de uma série de controles para validação topológica visando a garantia da qualidade da cartografia convertida e nova; e a definição das metodologias de conversão da cartografia para o ambiente do banco de dados geoespaciais do SPUNet, considerando as diferenças existentes entre cada coleção catalogada.

Na parceria com a UFF, foram contratados os coordenadores e os bolsistas da rede de universidades (UFMG, UFBA, UFAM, UFSC) para realizarem em conjunto com os servidores que estão à frente das URGeos a validação das metodologias de produção cartográfica dentro de ambientes internos de cinco superintendências da SPU.

Acrescido a isso, está em andamento a criação de cursos de extensão em cartografia, sistemas de informações geográficas, sensoriamento remoto e bancos de dados geoespaciais por meio da produção acadêmica da rede de universidades federais criada pela SPU em parceria com a UFF.

Busca-se dessa forma uma produção cartográfica descentralizada que está fundamentada no compartilhamento dos dados Geoespaciais da SPU como um todo. A cartografia convertida será, paulatinamente, associada ao cadastro dos imóveis, cadastrados ou não, nos sistemas legados da Secretaria que, hoje, não têm vínculo nenhum entre o dado literal e o espacial. Assim, viabiliza-se a organização e a catalogação do acervo cartográfico, a conversão do acervo legado e a gestão permanente do acervo cartográfico analógico e digital armazenados nas Unidades Regionais de Geoinformação.

São estas Unidades, junto com a CGCIG, que permitirão que a cartografia da SPU passe a estar amplamente acessível pelo Sistema Único e dar publicidade às ações de gestão de áreas da União e bens imóveis federais por meio de dados Geoespaciais.

As Unidades Regionais de Geoinformação (URGeo) estão localizadas nas Superintendências do Patrimônio da União:

 

URGeo/NE

Unidade Regional de Geoinformação para a região Nordeste com sede na SPU/BA (Salvador)

URGeo/S

Unidade Regional de Geoinformação para a região Sul com sede na SPU/SC (Florianópolis)

URGeo/SE

Unidade Regional de Geoinformação para a região Sudeste com escritórios na SPU/RJ (Rio de Janeiro) e na SPU/MG (Belo Horizonte)

URGeo/N

Unidade Regional de Geoinformação para a região Norte com sede na SPU/AM (Manaus)

URGeo/CO

Unidade Regional de Geoinformação para a região Centro-Oeste com sede na

SPU/UC (Brasília)

 

O mapa abaixo ilustra a distribuição das Unidades Regionais de Geoinformação no país.

Atribuições das URGeos:

1. Adquirir novos produtos cartográficos da SPU conforme padrão adotado (Elaborar/ajustar Termo de Referência e Fiscalizar contrato);
2. Catalogar Metadados Geoespaciais no sistema da SPU;
3. Converter variadas tipologias de produtos cartográficos para o Banco de Dados Geoespaciais (BDG) da SPU;
4. Armazenar produtos cartográficos analógicos e digitais;
5. Publicar produtos cartográficos convertidos (IDE/SPU e INDE).
6. Viabilizar e fomentar capacitações regionais e/ou nacionais acerca do tema de Geoinformação em parceria com atores locais da academia e de outros órgãos públicos federais, estaduais ou municipais.