Você está aqui: Página Inicial > Assuntos > Programa de Investimento em Logística - PIL > Notícias > Empreiteiras dos EUA e da América Latina têm interesse em projetos de infraestrutura no Brasil

Notícias

Empreiteiras dos EUA e da América Latina têm interesse em projetos de infraestrutura no Brasil

Após reunião com investidores em Nova Iorque, Nelson Barbosa anunciou estudos para criação do Centro de Infraestrutura Brasil/Estados Unidos

publicado:  02/07/2015 19h39, última modificação:  02/07/2015 19h39

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, reuniu-se hoje (02/07), em Nova Iorque, com vários grupos de investidores, representantes de diversos segmentos da economia, em especial, de infraestrutura. Ao todo, mais de 60 investidores participaram dessa rodada de reuniões.

Nos encontros, o ministro apresentou os principais dados sobre a economia brasileira, as medidas de ajuste fiscal e as oportunidades de investimento no âmbito do Programa de Investimento em Logística.

Barbosa ressaltou que o Brasil está passando por um momento de transição econômica e apontou que as medidas fiscais e monetárias adotadas pelo governo são uma etapa importante do novo ciclo de desenvolvimento. “São medidas capazes de trazer a inflação para o centro da meta”, comentou.

Durante as reuniões, os investidores fizeram questionamentos sobre as perspectivas da economia brasileira, o ajuste fiscal, as regras para as concessões dos projetos de infraestrutura, licenciamento ambiental, regras tributárias, entre outras.

“Houve manifestação de interesse empreiteiras americanas e de países da América Latina nos projetos, especialmente em portos e aeroportos”, disse o ministro durante coletiva à imprensa após os encontros.

Ele também anunciou que está em estudo a criação do Centro de Infraestrutura Brasil/Estados Unidos. O objetivo é facilitar a comunicação e coordenação de áreas de interesse comum no setor de infraestrutura.

Barbosa falou ainda sobre o reajuste dos servidores do poder Judiciário, cujo projeto - que prevê aumento de 53% a 78,56% - foi aprovado essa semana pelo Senado. Para o ministro, a proposta não é compatível com o equilíbrio fiscal e a realidade atual da economia brasileira.

Ele acrescentou que o reajuste não é sustentável e gera efeito cascata, colocando em risco a estabilidade fiscal do Brasil. “Estamos discutindo alternativas para o aumento sustentável. O tema é de alta prioridade no Ministério do Planejamento”, completou.

O ministro indicou que o ponto de partida para a negociação com o Judiciário é a proposta do feita pelo governo para os servidores do Executivo (21,3% de reajuste em quatro anos a partir de 2016).