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Divulgado primeiro balanço da nova concessão da Ponte Rio-Niterói

No 1º mês da nova concessão foram feitos 2.227 atendimentos ao usuário

publicado:  20/07/2015 22h07, última modificação:  20/07/2015 22h07

No primeiro mês de operação da nova concessão, a Ponte Rio-Niterói (BR-101/RJ) acumulou 2.227 atendimentos ao usuário, no caso de socorro mecânico, tendo como principais problemas as panes mecânicas e os superaquecimentos. Os dados são da nova concessionária responsável pelo trecho, Ecoponte.

Segundo a concessionária, essas ocorrências, na maioria das vezes, estão diretamente relacionadas às condições do tráfego na Ponte. A diminuição da velocidade média de travessia causada pelas obras resulta no aumento de problemas mecânicos nos automóveis.

A empresa precisou operar, desde seu primeiro dia de concessão, com intervenções nos acessos dos dois sentidos da Ponte Rio-Niterói. A implantação do BRT na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, e a de alargamento da Avenida do Contorno, na saída da Ponte, no acesso para a BR-101/RJ, provocaram retenções e aumentaram os tempos de travessia nos horários de pico de manhã e à tarde. Entre as medidas tomadas pela concessionária constam reforço nas frotas de atendimento ao usuário e posicionamento estratégico das equipes para rápida resposta.

Conforme contrato firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Ecoponte disponibiliza dez guinchos leves, um pesado, dois super pesados, cinco ambulâncias, uma motolância e dois veículos de combate a incêndios para atender aos motoristas.

Novidades – O preço do pedágio ficou mais barato para os motoristas. A tarifa passou de R$ 5,20 para R$ 3,70, no caso de veículos de passeio, desde 0h do dia 1º/6. Como principais obras obrigatórias iniciais, a nova concessionária deverá implantar uma alça de ligação do sistema rodoviário à Linha Vermelha com o objetivo de evitar que os usuários com destino à Baixada Fluminense e à Rodovia Presidente Dutra utilizem a Avenida Brasil.

Além disso, deverá ser implantada a obra da Avenida Portuária, permitindo o acesso de veículos pesados da Avenida Brasil à área do porto, evitando a passagem dos caminhões às vias de acesso e saída da Ponte e melhorando, dessa maneira, a fluidez do tráfego local.

Também deve ser implantada uma passagem subterrânea sob a Praça Renascença em Niterói, na direção da Avenida Feliciano Sodré, com o objetivo de proporcionar maior fluidez ao tráfego do sistema rodoviário. Estima-se investimento de 1,3 bilhão em 30 anos.

As novidades visam reduzir os congestionamentos sobre a Ponte no sentido Niterói-Rio, beneficiando não só os usuários que se destinam a Avenida Brasil, Linha Vermelha, Linha Amarela e Baixada Fluminense, como todos os demais que se dirijam ao Centro, Zona Sul e Zona Norte, e que também ficavam retidos.

As obras também objetivam a redução significativa dos congestionamentos nas Avenidas Perimetral, Francisco Bicalho e Rio de Janeiro em direção à Ponte gerados na entrada da Avenida Brasil.

Com fluxo médio de 151 mil veículos por dia, a melhoria da fluidez nos acessos à Ponte visa beneficiar os usuários com redução do tempo de travessia, da emissão de gases poluentes e da ociosidade laboral.

Concessão – A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), criada em 2001, regula e fiscaliza a exploração de infraestrutura e prestação de serviços de transporte terrestre, inclusive contratos já celebrados antes da sua criação, resguardando os direitos das partes e o equilíbrio econômico-financeiro dos respectivos acordos.

Com 13,2 quilômetros de extensão, a BR-101/RJ (Ponte Rio- Niterói) foi concedida para iniciativa privada com o objetivo de exploração da infraestrutura, pela primeira vez, em 1º de junho de 1995, pelo período de 20 anos. Findo o prazo, o trecho foi leiloado, pela segunda vez, em 18 de março de 2015. A nova concessão, que fez parte da 3ª etapa do programa de concessões rodoviárias, iniciou em 1º de junho de 2015.

Fonte: ANTT, com informações da concessionária Ecoponte.