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Investimento Público em 2007 bate recorde

publicado:  20/04/2015 11h21, última modificação:  20/04/2015 11h21

 

 

 

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Brasília, 3/1/2008 - O investimento público em 2007 atingiu R$ 35 bilhões, o maior valor desde a estabilização da economia, conforme dados divulgados nesta quinta-feira, 03.02, pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que mostram uma série histórica em valor atualizado dos investimentos desde 1995. Segundo Bernardo, “em 2007 saltamos de patamar de investimento como resultado do esforço conjunto do governo”.

Entrevista
Foto: ABR/Divulgação.

Além disso, destacou, foi recorde também o volume de pagamentos em 2007 que somou R$ 20,6 bilhões, sendo R$ 10,4 bilhões do orçamento de 2007 e R$ 10,2 bilhões de restos a pagar de anos anteriores. “Assim como estamos empenhando com maior celeridade, também estamos conseguindo um maior volume de pagamentos”, afirmou Bernardo.

O ministro destacou que o governo conseguiu melhorar bastante o seu desempenho e trabalhou para aumentar o volume dos investimentos, sendo que o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC consolidou esta tendência.

Segundo Bernardo, o governo conseguiu fazer um resultado substancialmente melhor do que anos anteriores e “estamos apostando que o desempenho deste ano será comparável ou até melhor”, destacou, “porque as equipes dos ministérios estão mais capacitadas e treinadas”, esclareceu.

O ministro disse que o Brasil passou mais de 20 anos fazendo esforço para promover corte de gastos e ajuste fiscal, necessários depois da estabilização e a rigidez orçamentária, além do enfrentamento de várias crises internacionais. De certa forma, segundo Bernardo, o governo foi parando de fazer investimento. Com isso, a administração pública perdeu a capacidade de elaborar projetos que só agora está sendo retomada, com a reestruturação de órgãos e contratação de técnicos como engenheiros para o trabalho na área de infra-estrutura. Segundo Bernardo, “recuperamos nossa capacidade de gestão para executar projetos de infra-estrutura”.

Entrevista
                                               Foto: ABR/Divulgação.

Bernardo esclareceu que houve um atraso na liberação das emendas parlamentares em vista da falta de projetos que provocou uma aceleração de empenhos das emendas no final do ano, somando cerca de R$ 6 bilhões.

Além disso, destacou o ministro, com o remanejamento de recursos do PAC foi possível o empenho de 96,5% do total de recursos disponíveis, cerca de R$ 16 bilhões, um número “excelente”, disse. Segundo Bernardo, aos R$ 30 bilhões de investimentos previstos no Projeto de Lei Orçamentária 2008, o Congresso acrescentou R$ 15 bilhões em emendas, o que somou R$ 45 bilhões. Cerca de R$ 18 bilhões são do PAC e estarão preservados dos cortes de R$ 20 bilhões que o governo promoverá para compensar a perda da CPMF, esclareceu.

Sobre reajuste do funcionalismo, Bernardo disse que “enquanto não resolvermos toda a equação, não tomaremos medidas que signifiquem aumento de despesa. Tem alguns casos de concurso que, ou já estavam autorizados ou pactuados com o Ministério Público do Trabalho que não iremos interromper, mas queremos deixar em suspenso a decisão sobre outras autorizações porque precisamos equacionar o orçamento, equilibrá-lo em receitas e despesas”.

Segundo o ministro, essa postergação durará pelo menos até que se tenha uma solução para o orçamento e garantiu que o governo está procurando reequilibrar o orçamento depois da perda de R$ 40 bilhões de receitas da CPMF.

Sobre críticas da oposição às medidas anunciadas ontem, Paulo Bernardo disse considerá-las “normais” e que a oposição cumpre o seu papel de “fazer crítica, brigar conosco”, mas que o papel do governo é “zelar pela estabilidade econômica e o quadro geral de prosperidade”. E acrescentou que “o que não pode é ter inversão de papéis, não pode a oposição querer governar o país”.

Sobre críticas da oposição às medidas anunciadas ontem, Paulo Bernardo disse considerá-las “normais” e que a oposição cumpre o seu papel de “fazer crítica, brigar conosco”, mas que o papel do governo é “zelar pela estabilidade econômica e o quadro geral de prosperidade”. E acrescentou que “o que não pode é ter inversão de papéis, não pode a oposição querer governar o país”.