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Crescimento é a principal meta da LDO 2005

publicado:  20/04/2015 14h21, última modificação:  20/04/2015 14h21

 

 

 

 

Apresentação do ministro Guido Mantega

 

 
   

Brasília, 18/5/2004 - O ministro do Planejamento, Guido Mantega disse aos parlamentares da Comissão Mista de Orçamento que o parâmetro fundamental da LDO 2005 é a meta de crescimento econômico estabelecida para os próximos três anos. Este é o compromisso do governo e faremos todo o possível para que isso aconteça, garantiu Mantega.

O ministro destacou as metas de crescimento do PIB estabelecidas no Projeto de Lei da LDO 2005 encaminhado ao Congresso Nacional em abril deste ano que é de 4% para 2005, 4,5% para 2006 e 5% para 2007.

Segundo Mantega, para que esse crescimento seja possível é necessário que a taxa de juros continue sendo reduzida. Assim, a LDO prevê uma taxa média anual de juros em 2005 de 6,85%, que é uma redução significativa em relação ao ano de 2004.

Entretanto, esclareceu o ministro, os parâmetros futuros para os juros não são fáceis de se alcançar porque não depende da vontade do governo e é preciso verificar quais serão as possibilidades concretas que isso venha a acontecer. Mas garantiu que o Brasil já está numa trajetória descendente da taxa de juros.

Mantega reafirmou o principal parâmetro da política econômica do governo que é a meta de superávit primário de 4,25% do PIB para 2005. Segundo o ministro, a meta de superávit não é uma mera estimativa do governo, mas um compromisso que tem o objetivo principal é a redução da dívida líquida do setor público, ou seja, um meio de garantir a sustentabilidade da dívida.

Guido Mantega destacou que com isso o governo ganha credibilidade e reduz o spread cobrado nos empréstimos feitos ao país.

O ministro lembrou ainda a ameaça constante ao Orçamento da União representado pelos esqueletos fiscais que volta e meia assomam dos armários, impactando as contas públicas como a dívida da Previdência de R$ 12 bilhões determinada pela Justiça.

Guido Mantega negou que a atual política econômica seja uma repetição da anterior. Segundo o ministro do Planejamento, o governo anterior cultivou a vulnerabilidade externa ao adotar uma política de endividamento via déficit em conta corrente. Defendeu a atual política econômica do Governo Lula e assegurou que a nova estratégia implementada está baseada no crescimento econômico, na redução dos juros e da vulnerabilidade externa.

O ministro garantiu que esta estratégia está dando certo e o Brasil já está na rota do crescimento. Apresentou números da vários setores da indústria nacional no primeiro trimestre deste ano que mostram um robusto crescimento e a volta dos investimentos produtivos.