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Bernardo diz que resultado do PIB não deve afetar a inflação

publicado:  20/04/2015 11h21, última modificação:  20/04/2015 11h21

Brasília, 3/9/2010 - O Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, declarou nesta sexta-feira que o resultado do PIB do segundo trimestre, de 1,2%, divulgado hoje pelo IBGE, “não deve afetar a inflação e a nossa previsão é de que vai ficar na casa dos 5%, afirmou. Acrescentou que “se ficar um pouco acima disso não tem problema, porque vamos ter muito mais crescimento do que inflação no ano. Se a inflação ficar em 5% e o PIB crescer 7,5% ou quase 8%, significa que crescemos bem mais que a inflação.

 

O ministro destacou que o número do PIB do terceiro trimestre superou as expectativas e, apesar de menor do que o trimestre anterior mostrando já o resultado da subida dos juros,é maior “do que os analistas econômicos estavam avaliando. Eles achavam que ia crescer praticamente a metade do que aconteceu.

Segundo Bernardo, as informações indicam que no terceiro trimestre a economia também apresentará o mesmo desempenho. Destacou que com este resultado, o crescimento acumulado do primeiro semestre é de 8,9% e a “tendência é fechar o ano com alguma coisa entre 7,5% e 7,8%. A previsão que nós temos, pelos   dados internacionais divulgados, mostra que três países vão crescer mais de 8% em2010: China, Índia e Tailândia, ou seja, o Brasil provavelmente vai estar ali na 4ª ou 5ª posição do crescimento mundial este ano. 

 

 

 

Segundo dados apresentados pelo IBGE, o resultado do segundo trimestre de 2010 confirma a manutenção da vigorosa retomada do crescimento verificada no último trimestre de 2009, com a produção industrial impulsionando a expansão do PIB após o fim do ciclo de ajuste de estoques que ocorreu nos três primeiros trimestres de 2009.

Na comparação com o segundo trimestre de 2009, o PIB cresceu 8,8%, também acima das expectativas de mercado (7,0% a 8,7%; mediana de 9%). Pelo lado da oferta, destaca-se a acentuada expansão da indústria (13,8%, com forte crescimento da indústria de transformação e na construção civil) e da agropecuária (11,4%, especialmente soja, café e milho).

Do lado da demanda, segundo o IBGE, os dados mostram forte aumento da formação bruta de capital fixo (26,5%), consumo das famílias (6,7%) e importações (38,8%). O forte aumento das importações e a acentuada ampliação da produção industrial se refletiu no crescimento dos impostos (12,6%).