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Ministério doa área de floresta para criação do Museu da Amazônia

publicado:  02/08/2011 22h27, última modificação:  28/05/2015 16h10

Brasília, 2/7/2011 – A idéia de um museu vivo, funcionando dentro da Floresta Amazônica, entre igarapés repletos de pássaros, formigas, aranhas e outros animais e insetos dos mais variados portes, vai enfim tornar-se realidade.

A portaria que possibilitará a construção da sede do Museu da Amazônia – Musa – foi assinada hoje pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e será publicada na edição de amanhã do Diário Oficial da União.

A portaria autoriza a cessão de uso gratuito ao museu de uma área de 998,3 mil metros quadrados da Reserva Florestal Ducke, em Manaus, a apenas 20 quilômetros do centro da capital amazonense.


Foto: Ilkens Souza/Divulgação

“É um museu fundamental para mostrar a Amazônia não só para quem é de Manaus, mas para todos os turistas, brasileiros e estrangeiros, que querem conhecer a floresta, disse a ministra ao assinar a portaria, na presença do diretor-geral do Musa, o professor Ennio Candotti, e da secretária do Patrimônio da União, Paula Motta.

Embora tenha sido criado formalmente em 2009, somente agora, com a cessão da área que pertence à União, o museu passa a existir de fato e pode assegurar os recursos oficiais para construção da sua sede.

O prazo da cessão é de 15 anos e estima-se que o museu seja concluído nos próximos dois anos, com recursos de R$ 8,5 milhões a serem liberados pelo BNDES. Estão previstos também nesse período investimentos de R$ 6 milhões pelo governo estadual e R$ 2 milhões do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O projeto prevê a construção de um Instituto de Estudos Avançados, um Aquário e oficinas de educação em Ciências, Cultura e Artes para uso da comunidade e dos estudantes das escolas das vizinhanças.

Mas numa primeira etapa, a ser iniciada em breve, serão construídos locais de visitação equipados com câmeras que possibilitarão a observação da floresta e dos seres que a habitam. “Nesses postos, poderemos mostrar de forma ampliada, num telão, como uma aranha ou um mosquito vê a floresta ao seu redor, exemplifica o professor Ennio Candotti.


Foto: Ilkens Souza/Divulgação

COPA DE 2014

A construção do museu é também parte do projeto do Amazonas para receber a Copa do Mundo de 2014, um dos atrativos oferecidos pelo estado, que pleiteia se tornar uma das subsedes. Mas, como lembra o professor Ennio, não é fácil entrar na floresta, é preciso toda uma infraestrutura, que deverá ser oferecida em breve, com a criação do museu.

“Todo turista que visita a Amazônia, tanto brasileiro quanto estrangeiro, quer conhecer a floresta. Mas não é fácil, precisamos levar em consideração a necessidade de equipar as trilhas, dar segurança, proteger da chuva, explica. “Com os recursos que nos serão repassados agora, a partir da cessão da área, será possível dotar a área com equipamentos que possibilitem a visitação com toda segurança, completa o professor Ennio.