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Plano Nacional de Banda Larga vai mudar o mercado de telefonia, diz secretário

publicado:  16/04/2015 15h20, última modificação:  16/04/2015 15h20

Brasília, 31/3/2010 - A democratização do acesso à banda larga no Brasil vai viabilizar inúmeros serviços virtuais à população bem como as iniciativas na área de governo eletrônico que hoje não estão massificados porque o acesso à banda larga é restrito às classes A e B do país.

Essa foi a idéia defendida pelo secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, na audiência pública realizada na tarde do dia 30 de março na Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir os efeitos, as implicações e a viabilidade técnica e financeira do Plano Nacional de Banda Larga.

Santanna destacou que a banda larga viabiliza o uso de Voip (Voz sobre Protocolo de internet) por meio da qual o usuário paga apenas a infraestrutura de acesso. Diferentemente do que ocorre na telefonia tradicional, neste ambiente não importa a duração e a distância das chamadas.

Na avaliação do secretário, ferramentas como essa, viabilizadas pela internet, vão reduzir o mercado de telefonia, que já é menor no mundo inteiro. Segundo ele, o mercado de voz internacional sofre uma redução de cerca de 20% a cada ano e nos países onde há grande disseminação da banda larga, a voz representa somente 30% do tráfego.

“Essa infraestrutura é central para o futuro da humanidade, defendeu. Ele disse que não há como desmaterializar os processos e serviços de um país se parte importante da população não tem acesso à banda larga. Ele lembrou que em apenas 184 municípios brasileiros há serviços competitivos nessa área, em 2.235 há empresas monopolistas atuando e que nos demais não há cobertura.

Isso ocorre, segundo o secretário, porque as operadoras de telefonia visam atender apenas as pessoas que vivem nas regiões ricas das grandes cidades. As atuais restrições nessa área impedem a atuação dos 1,7 mil provedores de serviço de internet com licenças concedidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e que apenas três empresas detém 86% do mercado brasileiro.

Para Santanna, diante essa realidade, o Brasil precisa utilizar a sua infraestrutura de fibras ópticas para democratizar o acesso à banda larga no Brasil, o que permitirá interiorizar o desenvolvimento do país. “É preciso introduzir a concorrência no âmbito dos serviços prestados e destravar o controle das redes de distribuição, explicou. O secretário acrescentou que outros países também estão desenvolvendo iniciativas nessa área, com os Estados Unidos e Austrália. Os detalhes sobre a execução do Plano Nacional de Banda Larga aguarda uma definição por parte do presidente Lula, prevista para abril.