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Mais de 3 mil pessoas participam da 7ª Oficina para Inclusão Digital em Belém

publicado:  16/04/2015 15h19, última modificação:  16/04/2015 15h19

Brasília, 5/11/2008 - Mais de três mil pessoas de todo o país participam da 7ª Oficina para Inclusão Digital que está sendo realizada até sexta-feira em Belém do Pará, com o objetivo de analisar os desafios da inclusão digital na Amazônia. Essa é a maior edição do evento que teve início em 2001, em Brasília e que pela primeira vez é realizada na região Norte do País. O evento já ocorreu nas cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e Salvador, além de São Paulo.

O número de participantes desta oficina é recorde segundo o secretário adjunto de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Rodrigo Assumpção, que participou da mesa de abertura ocorrida na tarde desta terça-feira (4/11). Ele salientou a relevância dessa iniciativa para a troca de experiências entre governo e a sociedade no processo de construção de políticas públicas na área de inclusão digital. 

 

Assumpção lembrou que o documento com princípios e propostas de implementação de políticas públicas no país elaborado na 1ª edição da oficina, em 2001, tornou-se  naquela época referência para projetos de inclusão digital no país inteiro. Ele justificou a centralidade das políticas de inclusão digital para a promoção da cidadania: “Na nossa sociedade não há ninguém excluído da sociedade do conhecimento, há os que estão excluídos das ferramentas para poder acessar e produzir conhecimento, disse Assumpção lembrando que 59% da população brasileira nunca teve acesso à internet.

O secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio de Abreu Monteiro, salientou que o acesso à informação é essencial para o desenvolvimento, especialmente num estado com tamanha diversidade cultural, étnica, social como é caso do Pará. “A informação com livre acesso é fundamental para garantir a diversidade, por isso a importância da inclusão digital, disse o secretário.

O coordenador de Inclusão Digital do Projeto Saúde e Alegria, Paulo Lima, destacou a consolidação da Oficina para Inclusão Digital junto à sociedade brasileira como um espaço relevante para a troca de experiências e de proposição de políticas públicas. “Muitas das reivindicações que fizemos nas primeiras edições do evento hoje estão sendo implementadas pelo governo e defendidas por muitos gestores públicos como é o caso do uso do software livre e a utilização de recursos do Fust para a inclusão digital, contou.

O diretor do Instituto Ipsos, Carlos Seabra, disse que só é possível fazer inclusão digital com pessoas articuladas em rede e que mantê-las vivas é uma das missões da Oficina para Inclusão Digital.

Da mesa de abertura do evento também participaram diversos representantes do Governo Federal como os Ministérios das Comunicações, do Desenvolvimento Agrário, da Previdência Social, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Serviço Federal de Processamento de Dados, Casa Brasil, além de representantes de entidades parceiras da oficina como a Fundação Banco do Brasil, Banco do Brasil, Sampa.org e a ONG Cidadania Digital.

Recondicionamento - Na manhã desta terça-feira também ocorreu a abertura do Encontro da América-Latina e Caribe sobre recondicionamento que reuniu representantes dos quatro Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) do Projeto Computadores para Inclusão, coordenado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação.

A iniciativa começou em 2006 e possui atualmente 4 centros instalados em Porto Alegre, Guarulhos, Belo Horizonte e Gama (DF) que juntos já doaram 6.354 computadores a 502 iniciativas de inclusão digital entre escolas, bibliotecas e telecentros. Cerca de 387 jovens estão em formação nesses locais, além de 684 já formados. Conforme Assumpção, está em processo de implantação um novo CRC em Niterói e o governo está articulando outra unidade em Recife.

Na ocasião, o coordenador de Gestão de Resíduos Eletrônicos do Ministério das Comunicações da Colômiba, Angél Eduardo Camacho, apresentou os resultados do Projeto Computadores para Educar que em oito anos de atividades já doou mais de 135 mil computadores para projetos de inclusão digital colombianos. Essa iniciativa, bem como o projeto Computadores para Educar, do Canadá, inspiraram o projeto do Governo Brasileiro.

7ª Oficina- A 7ª. Oficina para Inclusão Digital é uma realização da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI) em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia – SEDECT e Processamento de Dados - PRODEPA, do Governo do Pará e conta com o patrocínio da Dataprev, Banco do Brasil, Petrobras, ABDI, Fundação Banco do Brasil, Serpro, Celpa, Caixa Econômica, RADIOCOMM, Minascontrol e Sinetel.

A organização da Oficina conta ainda com a participação do Comitê Técnico de Inclusão Digital do Governo Federal, e das seguintes entidades da sociedade civil: Sampa.org, RITS – Rede de Informações para o Terceiro Setor, Cidadania Digital, Coletivo Digital e Projeto Saúde & Alegria.