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Especialistas defendem que Governo Eletrônico deve ser para todos

publicado:  16/04/2015 15h19, última modificação:  16/04/2015 15h19

Brasília, 9/10/2008 O desafio de universalizar o acesso aos serviços de governo eletrônico e contribuir para a promoção da cidadania foi o tema central dos debates realizados durante o Seminário sobre os Padrões Web e seus Impactos no Futuro do Governo Eletrônico. O evento ocorreu em Brasília na tarde desta quarta-feira, dia 08 de outubro, e contou com a participação de cerca de 300 pessoas de diversos estados brasileiros.

 

 

Páginas que possam ser acessadas por pessoas com deficiência auditiva e visual ou com mobilidade reduzida são requisitos essenciais para que o governo eletrônico seja de fato inclusivo. A idéia foi defendida pelo consultor e especialista na área de inclusão digital, Marco Antônio de Queiroz.

 

Cego desde os 21 anos, o palestrante relatou a dificuldade em navegar em sítios e portais cujos recursos e conteúdos foram elaborados sem atentar para os milhares de cidadãos com restrições para ver, ouvir ou mesmo manusear um teclado. “A acessibilidade é um tema central porque a internet tem que ser universal e para todos, frisou.

 

 

Outro tema enfatizado no seminário foi a necessidade de disponibilizar os serviços eletrônicos pela internet em outras mídias como aparelhos de celular, smart-phones e Personal digital assistants (PDA), além do computador.

 

Segundo o diretor de tecnologia da Wapja.net, José Geraldo Magalhães, hoje são cerca de 140 milhões de celulares no Brasil e quase 100% do território possui sinal para utilizar esse meio de comunicação.

 

“O celular é um dispositivo que permite acesso universal e alcance social porque está distribuído em grande parte da população, salientou Magalhães. O wapja.net é o primeiro portal desenvolvido especialmente para telefonia móvel de acesso gratuito do Brasil.

 

Para o secretário adjunto de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Rodrigo Assumpção, a maneira mais eficiente de lidar com esses desafios é a discussão aprofundada sobre o uso de padrões no governo eletrônico.

 

Assumpção disse que estabelecer padrões é fundamental para viabilizar a prestação de serviços eletrônicos aos cidadãos, bem como para integrar sistemas, processos e órgãos do governo. O evento debateu a importância de padrões e o papel do consórcio internacional World Wide Web (W3C) na evolução da Web e do governo eletrônico.

 

Além de Rodrigo Assumpção, também participaram do painel de abertura do seminário o diretor de Operações do Serviço Federal de Processamento de Dados, Nivaldo Cunha, a vice-presidente de tecnologia da informação da Caixa Econômica Federal, Clarice Coppetti, e o diretor administrativo do NIC.Br, Hartmut Glaser.

 

 

O evento contou ainda com as palestras do gerente geral do Escritório do W3C no Brasil, Vagner Diniz, que abordou o papel dessa entidade no país. Também palestraram o presidente da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (Abep) Hugo Hoeschl, e o editor Chefe do SEMBrasil e do vice-Presidente do Comitê de Search Engine Marketing da IAB Brasil, Thiago Bacchin, que falaram sobre ferramentas de busca na internet.

 

“Ao utilizar padrões Web, é mais fácil que seus portais e páginas sejam encontrados por sites de busca, concluiu Bacchin.

 

Os padrões Web e seus impactos no futuro do governo eletrônico foi uma realização do escritório do W3C no Brasil em conjunto com a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento (SLTI). A iniciativa contou com o apoio da Caixa Econômica Federal.