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Comitê Executivo do Governo Eletrônico terá maior peso político

publicado:  16/04/2015 15h19, última modificação:  16/04/2015 15h19

Brasília, 17/01/2003 - O Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guido Mantega, e o Ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu, pretendem fortalecer a atuação política do Comitê Executivo do Governo Eletrônico, com o objetivo de reduzir o apartheid digital no Brasil. A avaliação é do Secretário de Logística e Tecnologia da Informação, do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna.

"O Comitê vai ter um peso maior para diminuir a dependência do Poder Executivo com os grandes fornecedores. Entre suas atividades estará a de discutir questões como a utilização do software livre em quiosques de acesso público, e incentivar o uso da tecnologia da informação como alavanca para processos de desenvolvimento regionais", afirmou Santanna.

O Secretario de Logística disse, ainda, que o Comitê exercerá papel decisivo na definição da política de fornecedores. "O Governo Federal gasta cerca de R$ 2,8 bilhões por ano com tecnologia da informação, em ações diretamente ligadas a TI, como o Cartão Nacional de Saúde, por exemplo. Mas sabemos que os gastos com esta tecnologia estão embutidos em quase todos os programas de governo: no Ministério da Educação, para citar apenas um, o controle da liberação de recursos para do FNDE para Estados e Municípios é feita através de redes e sistemas de informação. No entanto, esses gastos não estão incluídos na rubrica de TI do Orçamento da União. O que se pretende é monitorar e racionalizar melhor a utilização da tecnologia da informação, unindo esforços e conhecimento dos diversos órgãos da estrutura governamental", adiantou ele.

Rogério Santanna anunciou que a Secretaria de Logística continuará exercendo a Secretaria Executiva do Programa Governo Eletrônico, tendo como principal função auxiliar o Comitê no processo de redefinição de duas áreas fundamentais da administração pública: compras e logística.
Segundo explicou o Secretário, o modelo de compras deverá ser revisto, para enfatizar o uso dos pregões eletrônicos. Em termos de logística, a ênfase recairá sobre a integração de sistemas de informação, garantindo melhor distribuição de tudo o que o Estado adquire e transfere para a população.

"O Comitê Executivo terá um papel chave na melhoria do funcionamento do Estado brasileiro. Queremos respostas para perguntas que nunca foram respondidas. A ênfase na logística e nos processos de integração facilitará a avaliação, por exemplo, de quanto o governo tem de estoque, o que melhora a utilização dos recursos públicos ", explicou Santanna.