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Gestor governamental ganha papel de destaque em 20 anos de trajetória

publicado:  07/04/2015 15h24, última modificação:  07/04/2015 15h24

Brasília, 7/10/2009 – Em duas décadas de atividades no setor público, o gestor governamental hoje é reconhecido como um agente estratégico de mudanças, em um novo estágio do país, com novas exigências e mais espaço para a participação da sociedade.  A opinião é do secretário de Gestão do Ministério do Planejamento, Marcelo Viana, manifestada ontem durante a solenidade pelos 20 anos de criação da Carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG).


Ilkens Souza/Divulgação

Para o secretário, a data é “triplamente emocionante, por ser ele próprio um gestor, um integrante da primeira turma de gestores e, além disso, estar à frente da secretaria que é responsável pela implantação de políticas de gestão pública, voltadas para resultados. “Temos grandes metas pela frente, que vão da exploração do pré-sal até a realização de grandes eventos internacionais, que demandarão um Estado mais ativo e mais capaz de desenvolver as suas atividades. Tenho certeza que os gestores estão mobilizados para fazer frente a esses desafios que já estão no horizonte, disse ele. Ao completar 20 meses como secretário de Gestão, Viana citou como “bom augúrio a coincidência numérica com os 20 anos dos EPPGGs.


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O secretário-executivo do Ministério do Planejamento, João Bernardo Bringel, disse não pertencer à carreira dos gestores, mas ressaltou que teria orgulho de participar dos seus quadros.É um aprendizado constante conviver com essa estirpe de funcionários, elogiou. Ele observou que a caminhada dos gestores começou em plena mudança do Estado brasileiro, do modelo autoritário para um modelo democrático, “um período difícil, com pouca margem para a atuação desejada. Bringel acrescentou que, vencida essa etapa de lutas, os próximos anos reservam nova rodada de desafios que terão a ver com a vinculação do desempenho do Estado com os anseios do cidadão.


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O consultor geral da União, da Advocacia Geral da União (AGU), Ronaldo Jorge, comentou que integrou a primeira turma de gestores e disse que sente orgulho de ter pertencido à carreira em 16 dos 24 anos de serviço público que acumula. “Foi grande, intensa a luta daquele início de jornada. Fico feliz em saber que hoje já são cerca de mil gestores ocupando cargos estratégicos na administração pública federal, comemorou. 


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O secretário-executivo adjunto do Ministério do Planejamento, Francisco Gaetani, afirmou que nunca tantos gestores ocuparam tantas posições de destaque na administração pública federal e atribuiu o fato ao esforço dos primeiros gestores e à natureza da carreira, criada no bojo de um projeto de transformação do Estado. Ele lembrou, porém, que se trata de projeto ainda em construção. “Temos uma administração complexa e heterogênea e grande parte dos gestores estão nos ministérios de linha comprometidos com resultados. Portanto, há muito trabalho pela frente, destacou.


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Também para o subchefe de Acompanhamento de Políticas Públicas da Casa Civil da Presidência da República, Luis Alberto dos Santos, os 20 anos da Carreira de EPPGG refletem uma trajetória de lutas e sucesso. O dirigente elogiou o ineditismo da carreira de gestor por ser a primeira no país a ter a sua composição, desde o início, integralmente feita por meio de pessoal concursado.


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Segundo ele, a carreira também inovou por ser generalista, posicionada para atender a todos os setores da máquina pública. “Essa é uma carreira a qual não se pode olhar pela perspectiva de uma arma de poder burocrático, corporativo, mas do ponto de vista de uma nova burocracia, não mais insulada e hermética como tivemos no passado, mas a serviço da cidadania, frisou.


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Ricardo Vidal, presidente da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp), afirmou que a gestão é a grande resposta que a sociedade precisa para saber o que acontece no setor público. Ele destacou, nesse contexto, que a palavra de ordem hoje é “desempenho e que o mesmo deve ser continuamente monitorado e ajustado. “Essa é uma questão que todos os governos devem enfrentar. A carreira de EPPGG está pronta para colaborar e responder a esse desafio, observou.