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Especialistas Internacionais defendem participação popular efetiva

publicado:  07/04/2015 15h24, última modificação:  07/04/2015 15h24

Mais do que comprometimento é preciso buscar ferramentas que  tornem participação popular efetiva, afirma palestrante

Brasília, 13/03/2013 - A participação popular no processo político foi o tema discutido no painel Desafios à Governança Centrada no Cidadão realizado nesta quarta-feira (13), dentro da programação da 1º Jornada Internacional de Gestão Pública.


Foto: Ilkens Souza / Divulgação

O debate teve a participação do Diretor de Escola de Governo da Austrália e Nova Zelândia e consultor internacional, Mark Evans, do professor de política e governança da Universidade de Southampton (Reino Unido), Gerry Stoker, e da assessora especial do Centro Latino–americano de Administração para o Desenvolvimento (CLAD), Nuria Cunill. O secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, Diogo Sant’Ana, foi o responsável pela coordenação do debate.

A apresentação de Marks Evans destacou a qualidade da participação popular em decisões governamentais. Segundo ele, mais do que o comprometimento é preciso buscar ferramentas que tornem esta participação efetiva. "O Brasil tem um histórico de participação popular conhecido em todo mundo, o objetivo é torná-lo mais eficiente para conseguir atingir o objetivo tanto com o ente público quanto com o cidadão", destacou. Durante seu discurso, Evans apresentou dois casos envolvendo a aplicação de ferramenta voltada para otimização da participação popular.

Dando continuidade, Gerry Stroker fez o detalhamento da ferramenta C.L.E.A.R (sem tradução para o português). Esta ferramenta pode ser  entendida como cinco passos de análise do engajamento popular, levando em consideração o que funciona em diferentes localidades. "É preciso dar encaminhamento as solicitações populares como forma de melhorar a vida e também a qualidade dos serviços prestados à  população, por isso a importância de se ter o diagnósticos a partir de ferramentas específicas", observou o representante da União Europeia.

Para Nuria Cunill a discussão sobre a participação popular "é um momento muito especial". Ela falou das mudanças que vem ocorrendo no mundo e também na América Latina, com movimentos populares cada vez mais ativos e representativos. "O que precisamos agora é ver uma evolução qualitativa neste processo de participação popular", ressaltou Cunill.

A representante do CLAD ainda destacou três desafios deste novo fenômeno mundial. O primeiro seria em torno dos atuais desenhos institucionais, seguido pelo desafio de conquistar a transparência e, por último, de propor uma nova realidade para a gestão pública. "Com isso conseguiremos aumentar a participação democrática de forma efetiva ", ponderou.

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