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Especialistas apontam necessidade de novo perfil de servidores públicos

publicado:  07/04/2015 18h24, última modificação:  07/04/2015 18h24

 O tema foi discutido durante o segundo dia da Jornada Internacional de Gestão Pública
 
Brasília, 12/3/2013 - O setor público precisa se adequar aos novos tempos e contar com uma nova força de trabalho, que faça frente de modo mais ágil e eficiente às demandas por serviço público, no mundo em transformação.  Essa é a visão dos painelistas que apresentaram hoje à tarde (12), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, o tema Planejamento e Gestão de Pessoas no Setor Público.


Foto: Luciano Ribeiro/Divulgação

O debate teve a presença dos representantes do Ministério do Planejamento, a secretária de Gestão Pública, Ana Lúcia Amorim de Brito, que abordou o Desafio do Planejamento da Força de Trabalho no Governo Federal, e o secretário de Relações do Trabalho no Serviço Público, Sérgio Mendonça, que falou sobre a Democratização das Relações de Trabalho. Participaram ainda a secretária Geral do Departamento Administrativo da Função Pública da Colômbia, Sylvia Puentes, com a palestra Desafios Internacionais em Gestão de Pessoas e a coordenadora do painel Leyla Nascimento, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional).

Durante seu discurso, a secretária de Gestão Pública destacou que "é necessário planejar a força de trabalho do futuro diante da velocidade das mudanças em curso, principalmente as científicas e tecnológicas". Segundo Ana Brito, o governo federal já trabalha neste novo cenário que tem como principal desafio "mover a força de trabalho em direção à busca de resultados para os cidadãos".

Para a secretária o novo desenho formulado pela Secretaria de Gestão Pública terá forte investimento em profissionais de alta qualificação, não somente para as atividades estratégicas de Estado como também para a rotina de trabalho das áreas administrativas. Segundo ela, o concurso público deverá estar estruturado para selecionar esses novos perfis, além das carreiras atenderem a essa nova perspectiva. "Nessa frente de mudanças, estamos trabalhando igualmente para adotar um modelo de gestão de desempenho que de fato valorize o desempenho individual, das equipes e das instituições", adiantou Ana Brito.
 
"Ter o pessoal adequado é a chave para o êxito das atividades do setor público", destacou Sylvia Puentes.  A palestrante colombiana disse que o serviço público no seu país saiu de uma fase de estagnação para um processo de melhorias, onde a seleção de pessoas é um tema muito sensível para o governo atual. Além dos critérios que passaram a ser adotados na escolha de novos quadros, outro cuidado é com a necessidade de promover a realização profissional dos servidores.  “Uma das metas é contar com um quadro de pessoal mais qualificado e com planos de carreiras que contemplem maior mobilidade e equilíbrio entre os padrões remuneratórios, observou Puentes.
 
O Secretário de Relações do Trabalho no Serviço Público, Sérgio Mendonça, afirmou que a democratização e a construção coletiva para a melhoria do serviço público são importantes para o país e que nesse contexto é necessário promover o diálogo social com os representantes dos servidores. "Agora é o momento de fazer o movimento de consolidar o sistema de negociação coletiva e de democratização do trabalho no serviço público como um todo: União, Estados e Municípios", considerou Mendonça, referindo-se ao recente ato da presidente Dilma na promulgação da Convenção 151 da OIT.
 
"A convenção não é autoaplicável", lembrou o secretário. Para ele a convenção precisa ser ajustada à legislação brasileira, em esforço que deverá ser de todas as esferas de governo no serviço público, seja federal, estadual e municipal. Acrescentou que com a mobilização de todos os envolvidos "será possível formar o tripé que a convenção prevê: liberdade sindical, direito de greve, e negociação coletiva".
 
Sérgio Mendonça falou ainda que  desde a experiência iniciada em 2003, com a criação da Mesa Nacional de Negociação Permanente foram assinados 112 termos de acordo com mais de 30 entidades representativas de servidores públicos. "É uma experiência longa, que queremos aperfeiçoar", finalizou.

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