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Consultora britânica defende papel generalista para gestor público

publicado:  07/04/2015 15h23, última modificação:  07/04/2015 15h23

Brasília, 15/1/2009 –O especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG) deve permanecer integrante de uma carreira de perfil generalista, focada na formulação e implementação de políticas públicas e na eficiência da ação governamental. A opinião é da consultora britânica, Diana Goldsworthy e integra um conjunto de subsídios para auxiliar na construção de uma proposta de aperfeiçoamento da carreira de gestor público.

A consultora tratou do assunto em Brasília, na semana de 5 a 9 deste mês, em encontro conduzido pelo chefe de Gabinete da Secretaria de Gestão e coordenador da movimentação dos EPPGGs, Roger Cardoso Pires da Rosa e pelo chefe da Assessoria da SEGES, Luciano Maia. 

As reuniões com Diana Goldsworthy contaram com a participação de integrantes da equipe técnica da SEGES, dirigentes da Associação Nacional de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (ANESP) e outros especialistas.

Alem da missão da consultora britânica, outros especialistas estrangeiros deverão colaborar com propostas que serão avaliadas pelas autoridades do Ministério do Planejamento até março, quando se encerra o prazo para a consolidação das discussões.

Segundo Roger Rosa, o estudo que está em curso sobre os EPPGGs tem como objetivo esclarecer o papel, as funções, o perfil e outros aspectos, visando melhorar a contribuição da carreira para o aumento da eficiência da administração. “Nesse sentido, uma importante recomendação para a Carreira de EPPGG apresentada pela consultora britânica é a de que o ocupante do cargo deve atuar como um facilitador das boas práticas de gestão, tendo amplo conhecimento sobre o governo brasileiro, administração, estratégia de planejamento, economia, ciclo de políticas públicas e sobre as leis que regulamentam o setor público, disse Roger Rosa. 

Diana Goldsworthy também defendeu que a Carreira de EPPGG prossiga seu curso com vida independente da Carreira de Analista de Planejamento e Orçamento (APO). A especialista não compartilha com a idéia de fusão das carreiras, apesar de ambas em algum momento terem tarefas coincidentes.

Os gestores governamentais somam 790 profissionais em exercício na administração pública. A Carreira é administrada pelo Ministério do Planejamento, mas seus profissionais trabalham em praticamente todos os ministérios, além da Presidência da República. Atualmente existe um curso de formação para 115 novos gestores.

Em agosto de 2008, Diana Goldsworthy também fez sugestões sobre a Carreira de APO. A consultora trabalhou uma semana junto com técnicos da Secretaria do Orçamento Federal e da Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos no levantamento de subsídios para a reestruturação da carreira dos  APOs.