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Setor de energia encerra palestras em seminário sobre estatais

publicado:  18/06/2009 10h25, última modificação:  13/07/2015 17h05

Brasília, 18/6/2009 – Dirigentes das principais empresas do setor energético das estatais encerraram a programação do seminário “O Estado, as Empresas Estatais e a Situação Econômica, promovido pelo Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest) do Ministério do Planejamento, na quarta-feira, 17/06.

Combater a crise com investimento empresarial e ampliar a atuação na área internacional, principalmente na América Latina e na África, é uma das metas da Eletrobrás para combater a crise econômica mundial. A empresa tem projetos de construção de hidrelétricas na Argentina e no Peru.

A informação foi dada pelo diretor financeiro e de relações com investidores da Eletrobrás, Astrogildo Quental. Ele lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou seu desejo de transformar a Eletrobrás na Petrobrás do setor elétrico brasileiro e que vai dar as condições para que isso aconteça.

Quental falou sobre os novos projetos da maior companhia do setor de energia elétrica da América Latina. Destacou o projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, “que tem tudo para alavancar mais energia para o país.

A propósito da Usina Angra III, o diretor da Eletrobrás lembrou que o governo está retomando o programa nuclear brasileiro. “Há estudos para a instalação de usinas nucleares no Nordeste, cuja capacidade hidráulica está praticamente esgotada, afirmou.

Tapajós, um complexo de seis usinas que chegou a enfrentar restrições ambientais por estar em área de reserva florestal, segundo Quental hoje conta com o aval do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O complexo terá capacidade de gerar cerca de 50 milhões de MWh por ano.

Petrobrás

O diretor-gerente da Estratégia e Desempenho do Petrobrás, Celso Fernando Lucchesi, mostrou em sua palestra o crescimento da Petrobrás entre 1990, quando teve investimentos de US$ 5 milhões, e 2008, que contou com investimentos na ordem de US$ 29 milhões.

Segundo o diretor, a Petrobrás conta uma carteira de projetos internacionais, com características de rentabilidade que poucas empresas petrolíferas têm. Mas, complementou Lucchesi, a empresa decidiu enfrentar a crise mundial congelando os investimentos internacionais e ampliando os investimentos no Brasil. Assim, dos US$ 174 bilhões previstos para serem aplicados até 2013, 91% ficarão no país.

Lucchesi afirmou que, até 2013, a Petrobrás já tem vários os projetos equacionados, “só faltando otimizar o planejamento e colocar os recursos à disposição.

Para ele, “o Brasil está melhorandojustamente porque o governo tem feito planejamentos a longo prazo.