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Investimento público em 2009 atinge volume recorde de R$ 119 bilhões

publicado:  28/01/2010 12h25, última modificação:  13/07/2015 20h10
   
  Execução das Empresas Estatais - Série Histórica  
   

Brasília, 28/1/2010 - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta quinta-feira, que o investimento público em 2009 atingiu o volume recorde de R$ 119 bilhões, sendo R$ 71,5 bilhões das empresas estatais e R$ 47,4 bilhões do Orçamento Geral da União. “Isso é quase 4% do PIB, afirmou o ministro, um número realmente muito significativo.

Para 2010, a previsão de investimentos das empresas estatais é de R$ 94,4 bilhões e de R$ 59,2 bilhões no Orçamento fiscal, conforme previsto na Lei Orçamentária deste ano sancionada ontem pelo Presidente da República.

Segundo Bernardo, os números da execução mostram que foi um ótimo desempenho e que foi acertada a decisão do governo de adotar medidas anticíclicas como a redução da meta de superávit para não cortar os investimentos públicos em 2009 quando a crise financeira internacional provocou retração da economia brasileira. “Os investimentos das estatais e do orçamento fiscal, disse o Ministro, contribuíram para minimizar os impactos da crise no Brasil e para a manutenção dos empregos que seriam cortados com a suspensão de obras.

No caso das estatais, com R$ 71,5 bilhões executados, o valor é o maior em termos nominais desde a estabilização monetária do país em 1995 e também alcançou o maior percentual do PIB, de 2,3%. Em 2008, o valor executado foi de R$ 53,4 bilhões, representando 1,8% do PIB e do Orçamento fiscal foi de R$ 36,6 bilhões.

Bernardo destacou que com o orçamento de investimentos para este ano previsto em R$ 94,4 bilhões, a expectativa é que a execução se mantenha no mesmo nível, podendo até ser mais alta. “Os investimentos seguem uma tendência que transcende o período de um ano, portanto, para 2010, esperamos um resultado pelo menos igual, senão melhor, acrescentou o Ministro.

Segundo Murilo Barella, diretor do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – DEST, do Ministério do Planejamento, os dados mostram o “esforço prolongado do governo para melhorar a administração e desempenho das empresas estatais.

Barella destacou que hoje os investimentos das estatais são sólidos e estão fora do risco de endividamento. “76% dos investimentos vêem de recursos próprios das empresas, então não estamos naquele ufanismo da década de 70 quando os recursos vinham de fora do país provocando um crescente endividamento, afirmou.

Outro ponto que Barella salienta é o fato de que os investimentos realizados em 2009 foram fundamentais para manter a liquidez do sistema financeiro diante da crise, com o aumento da oferta de crédito de qualidade e de baixo risco pelos bancos públicos, além de não significarem aumento do custo fiscal.

O diretor do DEST salientou que os investimentos também possuem um efeito multiplicador quando as empresas atuam ampliando suas atividades. Citou o caso da CODEVASF que passou a realizar projetos de consolidação de infraestrutura urbana e saneamento em cidades do interior nordestino, ao invés de atuar apenas na implantação de sistemas de irrigação.