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Investimento das Estatais será 26% maior em 2006

publicado:  28/11/2005 10h25, última modificação:  09/07/2015 13h17

Brasília, 28/11/2005 - O orçamento de investimento das empresas estatais para 2006 (R$ 41 bi) vai crescer 26% em relação ao previsto para 2005 (R$ 36 bi). A informação é do diretor do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais - Dest, Eduardo Scaletsky. Ele acrescentou que a maior parte desses investimentos está sendo feita pelas empresas do setor energético.

O diretor do Dest afirmou que o aumento dos investimentos se deve ao bom desempenho que estão apresentando as empresas daquele setor. As estatais do setor financeiro, por exemplo, vão investir em obras e informática.

Segundo ele a maior concentração dos investimentos está no grupo Petrobrás que está apresentando uma grande rentabilidade por causa do aumento da produção. Ele informou também que a Petrobrás pretende readaptar as refinarias para obter melhor eficiência no processamento do óleo brasileiro e que a demanda por gás natural está no limite da capacidade.

"O lucro da Petrobrás está impressionante pelo aumento da produção e da demanda. Está havendo também uma expansão razoável na área de gás e a empresa começa a expandir forte a área de petroquímica, por isso o aumento dos investimentos" declarou o diretor do Dest. Ele explicou ainda que outro motivo para o aumento nos investimentos é por causa do baixo nível de endividamento das empresas estatais.

Eduardo negou que haja qualquer relação do aumento dos investimentos desse segmento de empresas com as eleições do ano que vem: "é um setor de maturação de longo prazo. A decisão é do conselho de administração das empresas e feita dentro de um planejamento que toma por base um horizonte estratégico de 10 a 15 anos. Uma plataforma leva anos para ser construída, a mesma coisa um navio ou uma linha de transmissão".

Scaletsky exemplificou que a Eletrobrás tem que fazer investimentos se não ela sai do mercado. "O investimento da Eletrobrás no ano que vem vai ser muito alto. Um dos grandes investimentos será em linhas de transmissão. Outro previsto será na conclusão de Tucuruí que vai praticamente dobrar a capacidade da hidrelétrica de 4,5 Gw para 8 Gw. Não é uma decisão de curto prazo" destacou.

Capitalização

De acordo com o diretor do Dest, este ano o governo fez capitalização em docas porque é um dos gargalos que o país tem enfrentado. Ele acrescenta que a decisão foi tomada porque o país enfrenta problemas com a área portuária. Entre os benefícios estão a dragagem para aumentar calado, a sinalização para acelerar os trabalhos de entrada e saída dos portos, investimentos em biosseguranca com a instalação de sistemas mais sofisticados de rastreamento e a realização de obras de acesso portuário.

"Todas as empresas gostariam de capitalizar e investir. O governo vai fazer uma capitalização na Infraero com o objetivo de melhorar os aeroportos. Os Correios estão investindo em novos negócios como o sistema de entrega de encomendas", ressalta Eduardo Scaletsky.

Superávit

Para o diretor do Dest, o desempenho das empresas tem sido tão bom que, mesmo com a manutenção dos investimentos, ainda conseguem fazer superávit primário. Com a reestimativa do crescimento do país, a meta para este ano está agora em cerca de R$ 15 bilhões, 0,77% do PIB.

"O quanto investir", argumenta Scaletsky, "leva em conta a necessidade de crescimento das empresas numa decisão em conjunto com o Ministério setorial e de acordo com as metas fiscais".

Ele afirmou ainda que o desempenho das empresas estatais ajuda também no cálculo do superávit por causa dos dividendos. O mínimo apropriado é de 25% do lucro liquido das empresas e o governo pode até recolher mais. "A gente adota o mesmo princípio da Lei das Sociedades Anônimas, inclusive para as empresas fechadas", completou o diretor do Dest.