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Bernardo diz que sem estatais, seria mais difícil superar crise

publicado:  12/11/2009 10h25, última modificação:  13/07/2015 17h08

Brasília, 12/11/09 – O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou hoje que o País teria enfrentado grandes dificuldades para superar a recente crise financeira mundial, se não tivesse empresas estatais fortes, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o BNDES, a Petrobras, e o sistema Eletrobrás. “Esses entes nos ajudaram muito, afirmou o ministro, ao abrir o Fórum das Empresas Estatais sobre Inovação.



O encontro é comemorativo aos 30 anos de criação do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – Dest, órgão ligado à Secretaria-Executiva do Ministério do Planejamento. 

Durante dois dias, dirigentes de empresas estatais, conselheiros, especialistas e entidades organizadas, além de parlamentares e representantes de órgãos federais estarão reunidos na Associação Médica de Brasília para discutir inovação e investimentos das empresas estatais.

Entre os temas em debate estão política e diretrizes para a inovação, o estado da arte, inovação no desenvolvimento econômico e regional e a inserção das empresas estatais nesse contexto (veja aqui o programa desta sexta-feira).

Ao falar da superação da crise, o ministro traçou um paralelo com a situação internacional de 20 anos atrás, quando caiu o muro de Berlim e a discussão sobre o papel do estado foi intensificada.

“Naquele momento a mudança na conjuntura internacional favoreceu muito a uma visão do Estado minimalista, de que o mercado deveria resolver tudo. Ganhou corpo, então, a discussão das privatizações, lembrou. “Mas no Brasil isso se deu de uma forma não tão radical, pois, se tivemos grandes privatizações, também tivemos a preservação de importantes empresas estatais.

Foi essa preservação que, na sua visão, permitiu ao Brasil superar rapidamente os efeitos da crise. O País teve o seu desenvolvimento fortemente calcado na ação do estado e particularmente de grandes empresas estatais: a CSN, a Petrobras (hoje a quarta maior empresa do mundo) e outras.
 
Num primeiro momento, as estatais foram decisivas para a montagem do PAC, no esforço para retomar o investimento público e ajudar no investimento privado, destacou. “E, depois, os bancos públicos atuaram para manter e até aumentar a oferta de crédito, baixar a taxa juros e combater essa crise que veio para cá importada e que felizmente estamos já superando, completou Paulo Bernardo.

GESTÃO

O fórum iniciado hoje é também dos mais oportunos para que o País debata seu futuro, na opinião do secretário-executivo do Ministério do Planejamento, João Bernardo. Segundo ele, o Brasil pretende chegar em 2016 como a quinta economia do mundo. E para isso, dos setores estratégicos representados no fórum – o elétrico e o de petróleo – irão exigir esforços enormes de inovação e pesados investimentos.

“Para garantir a estabilidade do consumo industrial e da população, vamos precisar de mais 60 Megawatts de energia, além dos 50 Megawatts hoje produzidos, previu. “E a indústria do Pré-Sal exigirá, pelo menos até 2013, investimentos de cerca de R$ 140 bilhões. A meta é que, em 2020, a produção de petróleo será aproximadamente o dobro do que produzimos hoje – chegará a 3,8 milhões de barris-dia, informou o secretário-executivo do MP.



Para chegar a esses patamares, um desafio se apresenta: acelerar o desenvolvimento de inovação na gestão. “Será exigido um novo padrão de avaliação de empresas, um novo patamar de orientação estratégica e a participação cada vez maior dessas empresas como avaliação de mercado, uma vez que detêm um patrimônio considerável do contribuinte, salientou.