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Bancos públicos deram resposta adequada à crise, garante a Caixa

publicado:  18/06/2009 13h25, última modificação:  13/07/2015 20h05

Brasília, 18/6/2009 – O Brasil só teve condições de dar uma resposta adequada à crise internacional porque ela ocorreu exatamente num momento em que o País tinha situação sólida de seus bancos públicos, com instituições compromissadas e visão clara do que precisava ser feito.

Essa foi a posição manifestada pela presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda, no seminário promovido pelo Departamento de Coordenação e Controle das Estatais (Dest), para analisar o papel do Estado e das empresas estatais diante da situação econômica mundial.

Para ela, se a crise ocorresse em 2003, o quadro seria dramático, porque a capacidade de resposta dos bancos públicos era infinitamente menor. “Mas houve um profundo trabalho de gestão e governança, a partir de 2003, no âmbito das estatais e das instituições bancárias públicas, afirmou Maria Fernanda.

Segundo a presidente da Caixa, um dos primeiros compromissos firmados pelo Governo Federal com os bancos públicos foi manter os investimentos sociais, para que a crise não sacrificasse as famílias de baixa renda. Isso foi um dos fatores que levou à manutenção do consumo interno, considerado um dos pilares da economia que evitou situação de grave recessão. “Em outros momentos de crise, ocorria o contrário, os investimentos sociais eram os primeiros a serem cortados, lembrou.

Maria Fernanda relatou aos participantes do seminário do Dest, no auditório do Ministério Planejamento, que a ação foi totalmente articulada em conjunto com os demais bancos públicos – além da Caixa, o Banco do Brasil, o BNDES e os bancos do Nordeste e da Amazônia. “Participamos de diversas reuniões na Presidência da República, para que as medidas fossem tomadas, relatou.

No caso da Caixa, a orientação foi estimular os investimentos nas áreas de habitação e do crédito à pessoa física e à pessoa jurídica, dando sustentação aos pequenos e médios empresários, que não tinham acesso às demais instituições bancárias. Para a consecução de seu papel, a instituição decidiu ter sempre a menor taxa de juros do mercado. “Só neste  ano já tivemos seis reduções de taxas de juros, assegurou.

Público X privado


A correção de rumos ocorrida a partir de 2003 é comparada pela presidente da Caixa com o que ela chama de “fase de esfacelamento da instituição, em que o trabalho era feito visando o lucro e não o País. Nessa fase, segundo ela, a meta era ser “igual ao Bradesco.
 
“Ora, não se pode cobrar resultados iguais aos dos bancos privados. Um banco público precisa ter é sustentabilidade das suas operações, buscar resultado efetivo nas áreas econômica, social e ambiental, argumentou a presidente da Caixa, relatando experiências bem sucedidas desenvolvidas pela empresa, como o Prouni e o Fundef (programas de crédito na área da Educação) e investimentos no PAC e nos programas da rede de proteção social do Governo Federal. Maria Fernanda citou, por exemplo, que o Bolsa Família, onde a instituição é parceira, passou de 6 milhões de famílias beneficiadas, em 2006, para 11 milhões neste ano.